Essa pergunta me era comumente feita durante os cursos pré-vestibular pelos outros estudantes. Não é de se admirar o espanto de todos os outros ao descobrirem que o curso que eu pretendia prestar o vestibular era um que, segundo eles, não junta lucros e não tem função na sociedade. Simplesmente, pra que serve a filosofia? Eu ser filósofo significaria, para os desinformados, que eu deva passar fome pro resto da minha vida, enquanto uma pessoa que faça qualquer forma de engenharia esteja prometida a trabalhar muito lucrativamente, na maioria das vezes como uma aprovada em concurso público. Essas pessoas se esquecem do porque surgiu a sua ciência, quando, como.
Caso não fosse o questionamento filosófico, o inconformismo com as atuais respostas deste e daquele tempo, ninguém procurária entender o por quê de todas as coisas. Imaginem o mundo hoje sem a química de Leucipo, a matemática caso não houvesse Pitágoras ou Tales de Mileto, estes dois últimos tidos apenas como matemáticos, mas esquecem que eram filósofos reconhecidos. Não estranhamos hoje que tanta gente não saiba sobre filosofia grega estudada e práticada por nós, quando entramos em livrarias e procuramos nas seções específicas desse estudo, encontramos livros sobre Thai Chi, budismo, espiritismo, não observando que talvez no fundo da prateleira encontra-se um ou dois livros sobre a filosofia a qual estudamos no ocidente.
A explicação pelo mito foi sempre a mais aceita pelos povos, pois o mito eram deuses ou deus. Alguém laico passa a questionar essa responta e procura a sua própria sobre, por exemplo, a origem. Mas a explicação do homem não tem a força da explicação de Deus, necessitando de uma prova. As respostas filosóficas só conseguem uma prova a partir de outra resposta filosófica, influenciando para seu próprio avanço rápidamente. Os sabios filósofos, são tidos hoje como simples sábios, que não tem nada a adicionar ao nosso dia a dia, mas esquecem-se do como o mundo ocidental avançou muito mais rápidamente que o orental. Elaborou teorias físicas, biológicas, psicológicas, políticas, econômicas, entre muitas outras. Tudo isso relacionado com o tipo de pensar do ocidente, ou seja, a filosofia.
Conformismo é sinônimo de estagnação. Com o questionamento filosófico existe a eterna possibilidade da mudança.
24 de jan. de 2009
1 de jan. de 2009
Descobertas - II
— Ai, porra Suíço! Pra que me jogar no chão cara.
— Mas eu não te joguei no chão, foi meio estranho, como se você passasse através de mim. To até meio tonto.
— E pálido — Logo completou Luana.
— Mas não foi o Suíço mesmo não cara, tipo, ele ficou quase invisível.
— Mas como esse infeliz ficou invisível Brenno? — Alberto perguntava indignado, com a mão na testa. Sua testa estava começando a ficar roxa por causa do controle que veio de encontro com sua cara.
— Vai ver esse é meu poder! Ficar quase invisível. Vai ver foi por isso que vi um monte de fantasma macabro. Cada coisa horrorosa cara!
— Amor, pega um gelo para o Albertinho, depois isso fica um roxo imenso e vai parecer que ele tem um chifre na cabeça!
— Vai la unicórnio. — Suisso sacaneou.
Uma buzina começou a soar, a mesma buzina chata de antes, e claro que o único infeliz que podia ser era o Periquito. Brenno estava na cozinha pegando o gelo, enquanto Luis fôra abrir o portão. Pedro não quis nem entrar, na pressa apenas chamou o pessoal para acompanha-lo. Estacionou a moto e foram todos em direção ao parque descendo a rua.
— Cara, vamos nessa, teve um acidente feio la na rua abaixo e a gente teve que parar, achamos que seria melhor pedir ajuda, mas estavam todos muito assustado ainda com o incidente.
— Vai dizer que não tinha nenhum curioso na rua! Ninguém lá pra ver o acidente? É ruim em. — Alberto com seu tom sarcástico máximo ironizou a população.
— Sei lá cara, se essa chuva nos mudou, deve ter mudado toda a população. Mas voltando ao assunto, achei mais pratico chama-los ao invés de esperar alguém aparecer na rua. O Gordo ficou lá ajudando os feridos.
— Miúdo e sua medicina. — Desta vez Suíço ironizou o amigo.
Chegando lá, o grupo todo avistou um ônibus tombado e dois carros muito destruídos, caso ainda estivesse chovendo, aquilo seria a perfeita visão do apocalipse. O celular de Brenno começou a tocar, enquanto todos os outros, observando a cena de caos decidiram ajudar logo a esperar o amigo atender o telefone. Um dos carros estava com a traseira e a frente completamente destruídos, o que fez com que parecesse uma gaiola sobre rodas. O segundo carro não tinha mais teto, e uma das rodas havia desaparecido, ainda assim os dois pareciam estar com perda total, caso não fosse, o concerto sairia tão caro quanto um novo, usado, porém novo.
— Fala cabeçudo.
— Aí Brenno a água já baixou um pouco aqui acho que da pra ir sem problemas! beleza?
— Cara, eu não to em casa agora não mas chega aí, quando você chegar me da um toque que eu te aviso como chegar aqui, vou ali ajudar o pessoal. Falou cara!
— Falou, até logo.
— Ei, põe os feridos pra cá enquanto eu vou dando uma olhada neles. — Paulo comandava o grupo.
Todos ali dispostos a ajudar, retirando os feridos das ferragens. Urros de dor eram ouvidos durante todo o momento, rostos cobertos por sangue por todos os lados. Alberto e Luana trabalhavam juntos auxiliando Paulo, este observava os feridos e fazia os primeiros socorros enquanto os outros três carregavam os feridos das ferragens para o local onde Paulo os assistia.
Dentro de um dos carros havia uma criança, muito assustada e chorando muito. Seus pais que estavam no banco da frente já haviam sido movidos para o local estipulado, Brenno toda hora que chegava no local tentava reconfortar a criança: "Fica calmo, ok", "vai dar tudo certo, a gente vai conseguir tirar você daqui.", ou até "olha seus pais já tão sendo cuidados pelo nosso amigo, fica calmo que eu te tiro daí." Enquanto tentava mover as ferragens, percebeu que não iria conseguir mover nada por lá. Olhou em volta, pegou um cano e o encaixou nas ferragens, moveu-o como uma alavanca e conseguiu abrir espaço.
Entrando no carro, ouviu um barulho semelhando ao de um pano rasgando-se. Chegou perto do menino, ainda muito assustado e pegou-o no colo, levando-o em seguida para perto de seus pais desacordados. O garoto em estado de choque olhava para os pais e gritava alto, tão alto que doía nos ouvidos de todos, menos nos de Brenno.
— Alguém põe uma mordaça nesse garoto. — Gritou Luis.
Pedro chegou perto de Brenno e arrancou o pedaço de blusa rasgada de suas costas e amarrou no garoto — Pronto, agora a gente pode trabalhar sossegado, e vê se para de gritar moleque. — Falou o rapaz com uma cara assustadora para o garoto, como se ele não estivesse assustado o suficiente — Ô Luana fica aqui de baba desse garoto.
— Que isso Pedro, ta muito estressado pro meu gosto viu.
— Ah moleque chato, a gente aqui tentando ajudar e ele atrapalhando.
— Ta bom, volta lá a trazer o pessoal, eu tomo conta dele.
— Luana não deixa ele perto dos pais não, vai lá pra quadra com ele, sei lá — indicou Paulo que voltava sua atenção para os feridos — Aproveita e me da essa mordaça aí, que eu posso usar.
Luis que estava dentro do ônibus via uma cena nada confortante, no fundo do ônibus havia um senhor de idade caído na janela, ao seu lado estava uma imagem desse mesmo senhor observando seu corpo caído no chão. Assim que Luis viu essa cena, ele não pensou duas vezes e saiu correndo do ônibus.
— Caralho velho, tem fantasma lá. Um velho. Tava olhando lá. Caído. Cara. Velho.
— Calma Suíço, tu ta pálido cara, respira e diz aí o que foi — Brenno tentava acalmar o amigo.
— Bicho, eu não entro naquele ônibus nem a pau. Tem um homem morto lá e do lado dele o fantasma dele olhando pra ele.
— Que isso Suíço, tu ta é doido. Eu vou lá ver isso no ônibus, enquanto você fica aqui ajudando os outros, falta bem pouca gente, só mais 3 ou 4, que são os que tão no ônibus, eu pego.
Luis seguiu para ajudar o Paulo enquanto Brenno e Pedro seguiram para o ônibus. Entrando no ônibus não viram nada, apenas o velho caído, mas nada de fantasmas, ainda assim Pedro insistiu em dizer que sentia que ali tinha alguma coisa, algo fraco que os observava. Ouvindo os pedidos de ajuda, os rapazes se conscientizaram que ainda haviam alguns acidentados a ser socorridos e voltaram ao serviço. Não demorou até que todos estivessem reunidos.
— Um morto, onze feridos e uma criança ok. — Contava Alberto.
Paulo já passara para o quinto ferido, quando o primeiro levantou. "Parou de doer." Falava o homem com um rosto sereno, como se tivesse encontrado uma luz e voltara. Seus ferimentos mais leves estavam aos poucos cicatrizando, mas muito mais rápido do que se fosse natural, alguns até suspeitaram que ele teria poder de se regenerar, quando a segunda pessoa levantou na ordem em que Paulo fez os primeiros socorros. Esta segunda pessoa, era uma mulher, e estava muito mais assustada que o primeiro, mas ainda assim disse também que não sentia mais dor, e foi assim com a terceira, o quarto e assim por diante. Todos levantaram-se na mesma ordem em que Paulo cuidou deles. Isso levou todos a acreditarem que o Gordo não só estava indo bem na faculdade de medicina como também ele possuía poderes de cura.
O celular do Brenno tocou uma vez mais. Ele indicou para Aldo como chegar até onde eles estava e logo o sétimo integrante se reuniu ao grupo.
— Mas eu não te joguei no chão, foi meio estranho, como se você passasse através de mim. To até meio tonto.
— E pálido — Logo completou Luana.
— Mas não foi o Suíço mesmo não cara, tipo, ele ficou quase invisível.
— Mas como esse infeliz ficou invisível Brenno? — Alberto perguntava indignado, com a mão na testa. Sua testa estava começando a ficar roxa por causa do controle que veio de encontro com sua cara.
— Vai ver esse é meu poder! Ficar quase invisível. Vai ver foi por isso que vi um monte de fantasma macabro. Cada coisa horrorosa cara!
— Amor, pega um gelo para o Albertinho, depois isso fica um roxo imenso e vai parecer que ele tem um chifre na cabeça!
— Vai la unicórnio. — Suisso sacaneou.
Uma buzina começou a soar, a mesma buzina chata de antes, e claro que o único infeliz que podia ser era o Periquito. Brenno estava na cozinha pegando o gelo, enquanto Luis fôra abrir o portão. Pedro não quis nem entrar, na pressa apenas chamou o pessoal para acompanha-lo. Estacionou a moto e foram todos em direção ao parque descendo a rua.
— Cara, vamos nessa, teve um acidente feio la na rua abaixo e a gente teve que parar, achamos que seria melhor pedir ajuda, mas estavam todos muito assustado ainda com o incidente.
— Vai dizer que não tinha nenhum curioso na rua! Ninguém lá pra ver o acidente? É ruim em. — Alberto com seu tom sarcástico máximo ironizou a população.
— Sei lá cara, se essa chuva nos mudou, deve ter mudado toda a população. Mas voltando ao assunto, achei mais pratico chama-los ao invés de esperar alguém aparecer na rua. O Gordo ficou lá ajudando os feridos.
— Miúdo e sua medicina. — Desta vez Suíço ironizou o amigo.
Chegando lá, o grupo todo avistou um ônibus tombado e dois carros muito destruídos, caso ainda estivesse chovendo, aquilo seria a perfeita visão do apocalipse. O celular de Brenno começou a tocar, enquanto todos os outros, observando a cena de caos decidiram ajudar logo a esperar o amigo atender o telefone. Um dos carros estava com a traseira e a frente completamente destruídos, o que fez com que parecesse uma gaiola sobre rodas. O segundo carro não tinha mais teto, e uma das rodas havia desaparecido, ainda assim os dois pareciam estar com perda total, caso não fosse, o concerto sairia tão caro quanto um novo, usado, porém novo.
— Fala cabeçudo.
— Aí Brenno a água já baixou um pouco aqui acho que da pra ir sem problemas! beleza?
— Cara, eu não to em casa agora não mas chega aí, quando você chegar me da um toque que eu te aviso como chegar aqui, vou ali ajudar o pessoal. Falou cara!
— Falou, até logo.
— Ei, põe os feridos pra cá enquanto eu vou dando uma olhada neles. — Paulo comandava o grupo.
Todos ali dispostos a ajudar, retirando os feridos das ferragens. Urros de dor eram ouvidos durante todo o momento, rostos cobertos por sangue por todos os lados. Alberto e Luana trabalhavam juntos auxiliando Paulo, este observava os feridos e fazia os primeiros socorros enquanto os outros três carregavam os feridos das ferragens para o local onde Paulo os assistia.
Dentro de um dos carros havia uma criança, muito assustada e chorando muito. Seus pais que estavam no banco da frente já haviam sido movidos para o local estipulado, Brenno toda hora que chegava no local tentava reconfortar a criança: "Fica calmo, ok", "vai dar tudo certo, a gente vai conseguir tirar você daqui.", ou até "olha seus pais já tão sendo cuidados pelo nosso amigo, fica calmo que eu te tiro daí." Enquanto tentava mover as ferragens, percebeu que não iria conseguir mover nada por lá. Olhou em volta, pegou um cano e o encaixou nas ferragens, moveu-o como uma alavanca e conseguiu abrir espaço.
Entrando no carro, ouviu um barulho semelhando ao de um pano rasgando-se. Chegou perto do menino, ainda muito assustado e pegou-o no colo, levando-o em seguida para perto de seus pais desacordados. O garoto em estado de choque olhava para os pais e gritava alto, tão alto que doía nos ouvidos de todos, menos nos de Brenno.
— Alguém põe uma mordaça nesse garoto. — Gritou Luis.
Pedro chegou perto de Brenno e arrancou o pedaço de blusa rasgada de suas costas e amarrou no garoto — Pronto, agora a gente pode trabalhar sossegado, e vê se para de gritar moleque. — Falou o rapaz com uma cara assustadora para o garoto, como se ele não estivesse assustado o suficiente — Ô Luana fica aqui de baba desse garoto.
— Que isso Pedro, ta muito estressado pro meu gosto viu.
— Ah moleque chato, a gente aqui tentando ajudar e ele atrapalhando.
— Ta bom, volta lá a trazer o pessoal, eu tomo conta dele.
— Luana não deixa ele perto dos pais não, vai lá pra quadra com ele, sei lá — indicou Paulo que voltava sua atenção para os feridos — Aproveita e me da essa mordaça aí, que eu posso usar.
Luis que estava dentro do ônibus via uma cena nada confortante, no fundo do ônibus havia um senhor de idade caído na janela, ao seu lado estava uma imagem desse mesmo senhor observando seu corpo caído no chão. Assim que Luis viu essa cena, ele não pensou duas vezes e saiu correndo do ônibus.
— Caralho velho, tem fantasma lá. Um velho. Tava olhando lá. Caído. Cara. Velho.
— Calma Suíço, tu ta pálido cara, respira e diz aí o que foi — Brenno tentava acalmar o amigo.
— Bicho, eu não entro naquele ônibus nem a pau. Tem um homem morto lá e do lado dele o fantasma dele olhando pra ele.
— Que isso Suíço, tu ta é doido. Eu vou lá ver isso no ônibus, enquanto você fica aqui ajudando os outros, falta bem pouca gente, só mais 3 ou 4, que são os que tão no ônibus, eu pego.
Luis seguiu para ajudar o Paulo enquanto Brenno e Pedro seguiram para o ônibus. Entrando no ônibus não viram nada, apenas o velho caído, mas nada de fantasmas, ainda assim Pedro insistiu em dizer que sentia que ali tinha alguma coisa, algo fraco que os observava. Ouvindo os pedidos de ajuda, os rapazes se conscientizaram que ainda haviam alguns acidentados a ser socorridos e voltaram ao serviço. Não demorou até que todos estivessem reunidos.
— Um morto, onze feridos e uma criança ok. — Contava Alberto.
Paulo já passara para o quinto ferido, quando o primeiro levantou. "Parou de doer." Falava o homem com um rosto sereno, como se tivesse encontrado uma luz e voltara. Seus ferimentos mais leves estavam aos poucos cicatrizando, mas muito mais rápido do que se fosse natural, alguns até suspeitaram que ele teria poder de se regenerar, quando a segunda pessoa levantou na ordem em que Paulo fez os primeiros socorros. Esta segunda pessoa, era uma mulher, e estava muito mais assustada que o primeiro, mas ainda assim disse também que não sentia mais dor, e foi assim com a terceira, o quarto e assim por diante. Todos levantaram-se na mesma ordem em que Paulo cuidou deles. Isso levou todos a acreditarem que o Gordo não só estava indo bem na faculdade de medicina como também ele possuía poderes de cura.
O celular do Brenno tocou uma vez mais. Ele indicou para Aldo como chegar até onde eles estava e logo o sétimo integrante se reuniu ao grupo.
12 de dez. de 2008
ops, sorry
aew galera, como vai todo mundo aew?
seguinte, antes de tudo gostaria de pedir desculpas à ausencia de postagens aqui, logo logo volto a ativa. Mas se quiserem posso ir fazendo feeds (hahahahahahahah)
brincadeira, galera, fiz a prova da uerj e to convencido que fui bem. Gostei muito de geografia. O professor do cursinho era foda, e ele me fez entender em um mes o que o ruzel e a sueli não me fizeram aprender em anos.
agora estou em fortaleza, e nessa sexta feira fui assistir a minha primeira aula de filosofia. Acabou que nem assisti aula direito, cheguei no fim do primeiro tempo e no segundo teve uma palestra horrorosa, uma mulher sentada lá na frente lendo uma coisa que supostamente ela havia escrito.
Ao menos a sala possui ar condicionado, porque fortaleza é realmente quente. E eu olho pra nuvem e ta azul, em outras palavras, nem um sinal de chuva aqui. Ta certo eu tenho que me acostumar a greves e tudo mais, mas po só por causa de duas greves (uma de 5 meses e outra de 3) a minha aula começou em dezembro, eu tenho culpa se eu não posso vir a aula enquanto eu ainda não fiz a minha prova no rio?
Um dos professores ja havia passado um trabalho e hoje ele passou outro, cheguei na sala a aula ja estava acabando, ele apenas fazendo a chamada de presença. "Pedro Barbosa?" "Aqui!" "Você é o Pedro? Tem vergonha não? 8 faltas já!" porra, quem manda a aula começar justo quando todas as universidades estão fazendo vestibular...
Por causa de vestibular segunda eu não terei aula, a UFC (federal do ceará) vai ter a segunda prova da segunda fase e a UECE vai ceder o prédio para fazer a prova. Que época horrivel pra começarem as aulas.
Vlw galera, eu vou ficando por aqui e prometo que logo irei continuar a estória. Flwsssss
seguinte, antes de tudo gostaria de pedir desculpas à ausencia de postagens aqui, logo logo volto a ativa. Mas se quiserem posso ir fazendo feeds (hahahahahahahah)
brincadeira, galera, fiz a prova da uerj e to convencido que fui bem. Gostei muito de geografia. O professor do cursinho era foda, e ele me fez entender em um mes o que o ruzel e a sueli não me fizeram aprender em anos.
agora estou em fortaleza, e nessa sexta feira fui assistir a minha primeira aula de filosofia. Acabou que nem assisti aula direito, cheguei no fim do primeiro tempo e no segundo teve uma palestra horrorosa, uma mulher sentada lá na frente lendo uma coisa que supostamente ela havia escrito.
Ao menos a sala possui ar condicionado, porque fortaleza é realmente quente. E eu olho pra nuvem e ta azul, em outras palavras, nem um sinal de chuva aqui. Ta certo eu tenho que me acostumar a greves e tudo mais, mas po só por causa de duas greves (uma de 5 meses e outra de 3) a minha aula começou em dezembro, eu tenho culpa se eu não posso vir a aula enquanto eu ainda não fiz a minha prova no rio?
Um dos professores ja havia passado um trabalho e hoje ele passou outro, cheguei na sala a aula ja estava acabando, ele apenas fazendo a chamada de presença. "Pedro Barbosa?" "Aqui!" "Você é o Pedro? Tem vergonha não? 8 faltas já!" porra, quem manda a aula começar justo quando todas as universidades estão fazendo vestibular...
Por causa de vestibular segunda eu não terei aula, a UFC (federal do ceará) vai ter a segunda prova da segunda fase e a UECE vai ceder o prédio para fazer a prova. Que época horrivel pra começarem as aulas.
Vlw galera, eu vou ficando por aqui e prometo que logo irei continuar a estória. Flwsssss
29 de nov. de 2008
Descobertas II

AHAAAAAAAAAA EH FAKEEEE!!!! Enganei vcs em MUAHAHA. Mas blz vamos ao que interessa.. estava eu outro dia no meu insessante trabalho de naum fazer nada quando minha irmã (provavelmente no mesmo trabalho) me mostrou um site interessante de um Genio que advinha qualquer pessoa que vc esteja pensando (Akinator). O jogo consiste no seguinte: vc clica em play e preenche um pequeno cadastro aih ja começam as perguntas, entaum vc vai respondendo de acordo com as caracteriscas da pessoa q vc imaginou ateh q ele chuta um personagem (detalhe q o filh#@ d# @#$! quase sempre acerta mas blz). Pois bem por enquanto eh soh isso e ateh a prox!
ps: Leitores assiduos do Aventuras de Calçadada perceberão que o titulo fake não tras o hifen separando o nome do capitulo de seu numero. Pois bem, para esses leitores o que eu tenho a dizer eh: SEUS NERDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD!!!!
18 de nov. de 2008
Descobertas - I
O som da moto ia se afastando da casa, o sol brilhava mais forte do que em qualquer outro dia, mas não estava quente. A luz quando chegava nos rostos das pessoas dava uma sensação de conforto, como se uma tempestade de meteoros houvesse passado por ali, e foi justamente isso que aconteceu.
Luis seguiu para a cozinha, quando estava passando ao lado da TV pisou em algo. Um porta retrato estava caído. A foto era muito familiar, Brenno e sua família toda, um ao lado do outro. O mais estranho era o que a foto fazia ali. Periquito estava naquele local e ele não pisou em nada, muito menos foi ele quem derrubou — apesar de ser bem desastrado, não bateu em nada ali — isso deixou uma dúvida no ar.
— Como foi que isso caiu?
— Quando a luz voltou e eu me assustei eu vi isso caindo — A única pessoa que se assustara com a a luz voltando fora Luana.
— Que estranho, isso tava bem no meio do móvel, e não tremeu nada pra isso cair assim. — Quem falou agora foi Brenno, mas logo Dex foi quem interviu.
— Vai ver o tremor de antes foi suficiente pra deixar ele no canto, só não sei como ele caiu.
— Mas quando eu olhei pro porta retrato ele ainda tava no meio do móvel. Aí me assustei e ele caiu.
— Como é que é? Você tava olhando pra ele, se assustou e ele caiu?
— Não sei. Só sei que ele caiu e eu vi ele cair. Mas chega de falar de um porta retrato né, a gente têm mais coisas pra fazer, não acham?
— É, ei Brenno tu não levou nenhum arranhão com a estante? — Dessa vez a pergunta era de Suisso, intrigado com todos os acontecimentos.
— Pô só senti ela caindo mas nada, tipo que nem o Periquito dizia quando eu tinha unha grande e ficava batendo na mão dele saca? Dor até que sente, mas é uma dor suportável, fraca!
— Saquei, cê acha que se eu pegar uma faca você vai se cortar?
— Tu é leso é? Vai se foder cara, ninguém vai pegar faca nem nada.
O pessoal todo riu do comentário do "Rambo", e logo Alberto começou a olhar para a TV se perguntando o que estaria passando, e assim a TV ligou.
— Opa foi mal, sentei no controle — se acusou Luis.
— Pô e eu aqui achando que eu tinha ligado com meu poder.
— Hahaha.. e você acha que pode ligar a TV? Então bora tentar. Muda aew de canal Alberto.
— Sei la como faço isso, até parece que estamos no Heroes, só falta você atravessar paredes.
— Dexa de frescura Dex, se concentra no SBT, sei lá, qualquer canal.
Alberto ficava olhando fixamente para a televisão, todos atentos a qualquer mudança. Seus pensamentos fluíam de uma forma inexplicável, mas afinal qual seria seu poder? Ligar e desligar aparelhos elétricos? Isso seria bem inútil. Ainda assim ele se concentrava na tela, passava um programa tipico de Domingo com um cara gordo, só podiam esperar que em outro canal houvesse um loirinho que sempre tenta superar seus rival no ibope. E foi isso que aconteceu, no lugar do gordo entrou o loiro, e Alberto se impressionou com seu próprio poder.
— Opa, fui eu de novo. Mals aê Dex.
— Vai se foder Suisso. — Alberto já começava a se estressas mas ainda de forma bem humorada, enquanto Brenno e Luana ficavam rindo, Luis segurava o controle evitando as batidas de Alberto.
— Aí não, sai de cima Albertinho, kkkkk. — Continuava agitando Luis.
— Cê ta pedindo em, vou encher de porrada. — Brincava o amigo.
Segurando firme o controle, e curvado feito um corcunda, Luis voltou a ficar sério e em pé. Alberto caído no chão e Luana e Brenno olhando com espanto para os dois. Aparentemente Suisso havia ficado etério por um milésimo de segundo, o suficiente para Alberto perder o apoio e ir direto para o chão e ainda levar um controle na cara, esse saiu da mão de Luis no mesmo momento que Alberto trespassava-o. Pelo menos Luis já sabia algo sobre seu poder, ainda não sabia como controla-lo.
Luis seguiu para a cozinha, quando estava passando ao lado da TV pisou em algo. Um porta retrato estava caído. A foto era muito familiar, Brenno e sua família toda, um ao lado do outro. O mais estranho era o que a foto fazia ali. Periquito estava naquele local e ele não pisou em nada, muito menos foi ele quem derrubou — apesar de ser bem desastrado, não bateu em nada ali — isso deixou uma dúvida no ar.
— Como foi que isso caiu?
— Quando a luz voltou e eu me assustei eu vi isso caindo — A única pessoa que se assustara com a a luz voltando fora Luana.
— Que estranho, isso tava bem no meio do móvel, e não tremeu nada pra isso cair assim. — Quem falou agora foi Brenno, mas logo Dex foi quem interviu.
— Vai ver o tremor de antes foi suficiente pra deixar ele no canto, só não sei como ele caiu.
— Mas quando eu olhei pro porta retrato ele ainda tava no meio do móvel. Aí me assustei e ele caiu.
— Como é que é? Você tava olhando pra ele, se assustou e ele caiu?
— Não sei. Só sei que ele caiu e eu vi ele cair. Mas chega de falar de um porta retrato né, a gente têm mais coisas pra fazer, não acham?
— É, ei Brenno tu não levou nenhum arranhão com a estante? — Dessa vez a pergunta era de Suisso, intrigado com todos os acontecimentos.
— Pô só senti ela caindo mas nada, tipo que nem o Periquito dizia quando eu tinha unha grande e ficava batendo na mão dele saca? Dor até que sente, mas é uma dor suportável, fraca!
— Saquei, cê acha que se eu pegar uma faca você vai se cortar?
— Tu é leso é? Vai se foder cara, ninguém vai pegar faca nem nada.
O pessoal todo riu do comentário do "Rambo", e logo Alberto começou a olhar para a TV se perguntando o que estaria passando, e assim a TV ligou.
— Opa foi mal, sentei no controle — se acusou Luis.
— Pô e eu aqui achando que eu tinha ligado com meu poder.
— Hahaha.. e você acha que pode ligar a TV? Então bora tentar. Muda aew de canal Alberto.
— Sei la como faço isso, até parece que estamos no Heroes, só falta você atravessar paredes.
— Dexa de frescura Dex, se concentra no SBT, sei lá, qualquer canal.
Alberto ficava olhando fixamente para a televisão, todos atentos a qualquer mudança. Seus pensamentos fluíam de uma forma inexplicável, mas afinal qual seria seu poder? Ligar e desligar aparelhos elétricos? Isso seria bem inútil. Ainda assim ele se concentrava na tela, passava um programa tipico de Domingo com um cara gordo, só podiam esperar que em outro canal houvesse um loirinho que sempre tenta superar seus rival no ibope. E foi isso que aconteceu, no lugar do gordo entrou o loiro, e Alberto se impressionou com seu próprio poder.
— Opa, fui eu de novo. Mals aê Dex.
— Vai se foder Suisso. — Alberto já começava a se estressas mas ainda de forma bem humorada, enquanto Brenno e Luana ficavam rindo, Luis segurava o controle evitando as batidas de Alberto.
— Aí não, sai de cima Albertinho, kkkkk. — Continuava agitando Luis.
— Cê ta pedindo em, vou encher de porrada. — Brincava o amigo.
Segurando firme o controle, e curvado feito um corcunda, Luis voltou a ficar sério e em pé. Alberto caído no chão e Luana e Brenno olhando com espanto para os dois. Aparentemente Suisso havia ficado etério por um milésimo de segundo, o suficiente para Alberto perder o apoio e ir direto para o chão e ainda levar um controle na cara, esse saiu da mão de Luis no mesmo momento que Alberto trespassava-o. Pelo menos Luis já sabia algo sobre seu poder, ainda não sabia como controla-lo.
4 de nov. de 2008
O SOL - V
Assim que se sentaram, os amigos começaram a falar sobre os acontecimentos estranhos com detalhes. Pedro estava indignado pelo seu jogo perdido, mas não foi só isso que ele falou.
— Assim que olhei pela janela, fiquei duvidando se aquilo era real, quase acreditei que poderia voar. Peguei meu capacete e subi em minha moto. A pista mais parecia um rio, ou uma corredeira. De repente a minha moto começou a ficar fraca, achei que fosse a gasolina mas eu sei que abasteci ontem. Do nada, a minha moto acelera, empina e eu fico sem saber o que fazer. Me senti como um cavaleiro montado em seu cavalo. Minha moto parecia viva, e começou a andar por cima de toda aquela água. Já presenciei aquaplanagem uma vez, mas isso, isso foi surreal, era como se nada pudesse me parar. Carros no meio da pista, eu desviava. Árvores caídas, eu passava por cima. Nunca pilotei dessa forma na minha vida.
Alberto e Luis comentaram sobre seu trajeto para a casa de Brenno, deixando bem claro que tiveram que fazer muitas curvas e que a cidade parecia ter passado por uma Supernova, isso por que a chuva já havia parado quando eles saíram, imagina um louco que saiu durante a chuva. Todos olharam de canto de olho para Pedro, o louco.
Alguém bate palmas na rua, gritando "Brenno", os amigos olham e se surpreendem. Era Paulo do outro lado do portão, todos duvidavam que ele viesse ao local para se reunir com o pessoal. Paulo chegou e logo comentou o óbvio, "que chuva é essa?" entrou e se juntou à galera.
— Meu pé não ta mais doendo, eu achei que ía doer bem mais, já que a cama caiu em cima dele.
Logo Brenno comentou — Ixi, só caiu a cama? Caiu um monte de coisa em cima de mim e eu não tenho nenhum arranhão.
— Arranhão eu também não tenho, mas já to bom também. E aí, o que contam de novo?
— Tamo vendo quem tem a história mais bizarra aqui, mas falta todo mundo esclarecer o que aconteceu — Comentou Luana, esperando que os outros se pronunciassem.
Logo Alberto contou com detalhes sobre tudo que aconteceu em sua casa, todos estranharam e Pedro indignado fez um comentário muito irritado: "Porra, nem pra eu ter esse poder, assim eu não ia perder meu jogo. Vai que meu videogame queimou, aff".
— Mas isso aí que o Alberto contou não foi nada comparado com lá em casa — Continuou Luis — Tava vendo TV quando faltou luz, apareceram uns fantasmas lá em casa e ainda veio um tal de Senhor de Todo o...— Enquanto completava suas palavras a TV em frente dos rapazes ligou, na TV mostrava um local, com uma igreja e uma corredeira ao fundo, estava tudo preto e branco. Todos tentando observar o máximo possível àquela cena quando a TV desligou novamente. —...Mal.
As Luzes da casa se acenderam como um raio,permanecendo acesas, Luana se assustou com a claridade repentina e todos se entreolharam — É, a energia voltou — Foi o que todos perceberam.
— Aquilo ali não era Santo Antônio? — perguntou Suisso intrigado.
— Acho que sim, e acho que a TV quer que a gente vá pra lá — Pedro continuou — inclusive eu tava indo para aquelas bandas quando resolvi parar por aqui. Lembro de um incêndio naquela direção.
— E tu vai sozinho pra lá agora? — Foi a pergunta de Paulo.
— Tem jeito de alguém mais ir? Então é melhor eu ir sozinho mesmo. Eu ligo de lá — Disse o motoqueiro já se preparando para sair — E esse nome aí "Senhor de Todo o Mal" parece mais coisa de videogame. Que nome idiota para se dar a um chefão.
— Aí você já ta assumindo que ele é o chefão — interferiu Luana — e além do mais, eu também não acho uma boa idéia você ir sozinho lá.
— A qualé, então alguém vem comigo, só passar lá em casa pra pegar o outro capacete.
— Eu ainda tenho um lá em casa, vamos lá pegar e a gente passa lá no Santo Antônio. — Decidiu Paulo.
Os dois saíram, deixando os outros ali sem saber direito o que fazer. Luis queria testar o poder do pessoal. O problema era que ninguém sabia direito os seus poderes então era isso que teriam que descobrir primeiro.
— Assim que olhei pela janela, fiquei duvidando se aquilo era real, quase acreditei que poderia voar. Peguei meu capacete e subi em minha moto. A pista mais parecia um rio, ou uma corredeira. De repente a minha moto começou a ficar fraca, achei que fosse a gasolina mas eu sei que abasteci ontem. Do nada, a minha moto acelera, empina e eu fico sem saber o que fazer. Me senti como um cavaleiro montado em seu cavalo. Minha moto parecia viva, e começou a andar por cima de toda aquela água. Já presenciei aquaplanagem uma vez, mas isso, isso foi surreal, era como se nada pudesse me parar. Carros no meio da pista, eu desviava. Árvores caídas, eu passava por cima. Nunca pilotei dessa forma na minha vida.
Alberto e Luis comentaram sobre seu trajeto para a casa de Brenno, deixando bem claro que tiveram que fazer muitas curvas e que a cidade parecia ter passado por uma Supernova, isso por que a chuva já havia parado quando eles saíram, imagina um louco que saiu durante a chuva. Todos olharam de canto de olho para Pedro, o louco.
Alguém bate palmas na rua, gritando "Brenno", os amigos olham e se surpreendem. Era Paulo do outro lado do portão, todos duvidavam que ele viesse ao local para se reunir com o pessoal. Paulo chegou e logo comentou o óbvio, "que chuva é essa?" entrou e se juntou à galera.
— Meu pé não ta mais doendo, eu achei que ía doer bem mais, já que a cama caiu em cima dele.
Logo Brenno comentou — Ixi, só caiu a cama? Caiu um monte de coisa em cima de mim e eu não tenho nenhum arranhão.
— Arranhão eu também não tenho, mas já to bom também. E aí, o que contam de novo?
— Tamo vendo quem tem a história mais bizarra aqui, mas falta todo mundo esclarecer o que aconteceu — Comentou Luana, esperando que os outros se pronunciassem.
Logo Alberto contou com detalhes sobre tudo que aconteceu em sua casa, todos estranharam e Pedro indignado fez um comentário muito irritado: "Porra, nem pra eu ter esse poder, assim eu não ia perder meu jogo. Vai que meu videogame queimou, aff".
— Mas isso aí que o Alberto contou não foi nada comparado com lá em casa — Continuou Luis — Tava vendo TV quando faltou luz, apareceram uns fantasmas lá em casa e ainda veio um tal de Senhor de Todo o...— Enquanto completava suas palavras a TV em frente dos rapazes ligou, na TV mostrava um local, com uma igreja e uma corredeira ao fundo, estava tudo preto e branco. Todos tentando observar o máximo possível àquela cena quando a TV desligou novamente. —...Mal.
As Luzes da casa se acenderam como um raio,permanecendo acesas, Luana se assustou com a claridade repentina e todos se entreolharam — É, a energia voltou — Foi o que todos perceberam.
— Aquilo ali não era Santo Antônio? — perguntou Suisso intrigado.
— Acho que sim, e acho que a TV quer que a gente vá pra lá — Pedro continuou — inclusive eu tava indo para aquelas bandas quando resolvi parar por aqui. Lembro de um incêndio naquela direção.
— E tu vai sozinho pra lá agora? — Foi a pergunta de Paulo.
— Tem jeito de alguém mais ir? Então é melhor eu ir sozinho mesmo. Eu ligo de lá — Disse o motoqueiro já se preparando para sair — E esse nome aí "Senhor de Todo o Mal" parece mais coisa de videogame. Que nome idiota para se dar a um chefão.
— Aí você já ta assumindo que ele é o chefão — interferiu Luana — e além do mais, eu também não acho uma boa idéia você ir sozinho lá.
— A qualé, então alguém vem comigo, só passar lá em casa pra pegar o outro capacete.
— Eu ainda tenho um lá em casa, vamos lá pegar e a gente passa lá no Santo Antônio. — Decidiu Paulo.
Os dois saíram, deixando os outros ali sem saber direito o que fazer. Luis queria testar o poder do pessoal. O problema era que ninguém sabia direito os seus poderes então era isso que teriam que descobrir primeiro.
20 de out. de 2008
O SOL - IV
A julgar pela voz de Paulo, ele não estava com o melhor dos humores nesse dia. Atendeu o telefone com uma cara de tacho e começou a falar com um de seus amigos. Do outro lado da linha estava Brenno, sem muita paciência pra ficar muito tempo no telefone.
— E aí gordo. Tudo de boa cara?
— Ah cara, ta tudo na mesma. Minha cama desmontou, essa chuva ta enchendo o saco já e ta sem luz aqui em casa.
— Bicho, o periquito ta aqui em casa, tamo chamando o pessoal pra cá. Quer vir?
— Num sei cara, machuquei meu pé e nem sei se consigo andar direito — resmungou Paulo sem perceber que seu pé nem doía mais.
— Ta bom então gordo, se tu quiser vir depois então vem. — Completando a sua frase Brenno desligou o telefone, sem dar tempo para o amigo fazer mais um doce pelo telefone.
— E aí! Ele vem? — Perguntou Pedro assim que o rapaz desligou o telefone.
— Nem sei, ele tava reclamando que o pé tava doendo e que ele não podia andar.
— Aff. O gordo não pode andar 3 quadras bicho. Que merda. De qualquer forma acho que o Suisso e o Dex tão vindo aqui. Aí nos poderemos conversar melhor sobre essas coisas estranhas que tão acontecendo.
Luana logo expos o que vinha a mente — Estranho isso ter acontecido só com vocês. Eu também tô tonta, mas não aconteceu nada de especial comigo, não fiz nada de estranho.
— Tem certeza disso? — Comentou Pedro.
— Eu também não vi você fazer nada de estranho. Mas acho que o "terremoto" não iria quebrar a estante. — Completou o namorado.
Pedro estava mais estranho que o comum, olhando pela janela observando cada movimento. As gotas diminuíam sua freqüência a cada minuto. As nuvens já estavam menos escuras e podia se ver o rastro do sol abrindo passagem por algumas áreas do céu. Seu olhar não era normal, e nem comum a quem o conhecesse, ele parecia outra pessoa. Alguém que estivesse em contato com a natureza por completo, que fosse um só junto da terra. Ele ficava feliz de observar o rufar das folhas das árvores ao vento. Quando Luana fez um comentário que tirou toda sua atenção.
— Que olhar de retardado é esse piriguete? Parece doido aí.
— Quê? Hã, é... sei lá. Tava olhando a tempestade.
— E que tempestade você ta olhando? O céu já se abriu, a qualquer momento os meninos vão estar aqui.
— Ô, to com a maior sede. Vô pegar uma água, já volto.
— O Pedro! Traz um copo pra mim, por favor. — Pediu Luana enquanto se virava para o namorado — ta certo que é Pedro sempre foi diferente, mas aquele olhar dele pela janela foi sobrenatural, era como se ele nem tivesse aqui.
— O periguete sempre chega com algo novo. Vai ver foi a chuva que deixou ele assim.
— Assim como te deixou imune a dor física. — Indagou a namorada com um ar sarcástico de quem não acredita em poderes.
— Sei lá, vai que acontece alguma coisa tipo "heroes". Já pensou você com altos poderes. — E logo começou a rir, deixando Luana com um olhar fechado de quem não gostou dos comentários (Sim, eles fecharam ainda mais)
Logo chegava Periquito com um copo na mão cheio d'água. — Caraca, bebi uns 5 copos d'água e ainda to com sede. — Luana começou a agradecer o amigo quando ele ia levando o copo à boca — ih, quase me esqueci, hehe. Aqui Luana sua água. — E entregou o copo com um risinho de desculpas.
Um carro estacionava na rua em frente à casa de Brenno. Eram Alberto e Luis. Tocaram a campainha, mas nada soou dentro da casa, então chamaram o pessoal que estava dentro da casa. Pedro foi abrir o portão com o costumeiro "E aew moleque" e "Tudo de boa?", logo entraram e a calçadada, dentro da casa, começou.
— E aí gordo. Tudo de boa cara?
— Ah cara, ta tudo na mesma. Minha cama desmontou, essa chuva ta enchendo o saco já e ta sem luz aqui em casa.
— Bicho, o periquito ta aqui em casa, tamo chamando o pessoal pra cá. Quer vir?
— Num sei cara, machuquei meu pé e nem sei se consigo andar direito — resmungou Paulo sem perceber que seu pé nem doía mais.
— Ta bom então gordo, se tu quiser vir depois então vem. — Completando a sua frase Brenno desligou o telefone, sem dar tempo para o amigo fazer mais um doce pelo telefone.
— E aí! Ele vem? — Perguntou Pedro assim que o rapaz desligou o telefone.
— Nem sei, ele tava reclamando que o pé tava doendo e que ele não podia andar.
— Aff. O gordo não pode andar 3 quadras bicho. Que merda. De qualquer forma acho que o Suisso e o Dex tão vindo aqui. Aí nos poderemos conversar melhor sobre essas coisas estranhas que tão acontecendo.
Luana logo expos o que vinha a mente — Estranho isso ter acontecido só com vocês. Eu também tô tonta, mas não aconteceu nada de especial comigo, não fiz nada de estranho.
— Tem certeza disso? — Comentou Pedro.
— Eu também não vi você fazer nada de estranho. Mas acho que o "terremoto" não iria quebrar a estante. — Completou o namorado.
Pedro estava mais estranho que o comum, olhando pela janela observando cada movimento. As gotas diminuíam sua freqüência a cada minuto. As nuvens já estavam menos escuras e podia se ver o rastro do sol abrindo passagem por algumas áreas do céu. Seu olhar não era normal, e nem comum a quem o conhecesse, ele parecia outra pessoa. Alguém que estivesse em contato com a natureza por completo, que fosse um só junto da terra. Ele ficava feliz de observar o rufar das folhas das árvores ao vento. Quando Luana fez um comentário que tirou toda sua atenção.
— Que olhar de retardado é esse piriguete? Parece doido aí.
— Quê? Hã, é... sei lá. Tava olhando a tempestade.
— E que tempestade você ta olhando? O céu já se abriu, a qualquer momento os meninos vão estar aqui.
— Ô, to com a maior sede. Vô pegar uma água, já volto.
— O Pedro! Traz um copo pra mim, por favor. — Pediu Luana enquanto se virava para o namorado — ta certo que é Pedro sempre foi diferente, mas aquele olhar dele pela janela foi sobrenatural, era como se ele nem tivesse aqui.
— O periguete sempre chega com algo novo. Vai ver foi a chuva que deixou ele assim.
— Assim como te deixou imune a dor física. — Indagou a namorada com um ar sarcástico de quem não acredita em poderes.
— Sei lá, vai que acontece alguma coisa tipo "heroes". Já pensou você com altos poderes. — E logo começou a rir, deixando Luana com um olhar fechado de quem não gostou dos comentários (Sim, eles fecharam ainda mais)
Logo chegava Periquito com um copo na mão cheio d'água. — Caraca, bebi uns 5 copos d'água e ainda to com sede. — Luana começou a agradecer o amigo quando ele ia levando o copo à boca — ih, quase me esqueci, hehe. Aqui Luana sua água. — E entregou o copo com um risinho de desculpas.
Um carro estacionava na rua em frente à casa de Brenno. Eram Alberto e Luis. Tocaram a campainha, mas nada soou dentro da casa, então chamaram o pessoal que estava dentro da casa. Pedro foi abrir o portão com o costumeiro "E aew moleque" e "Tudo de boa?", logo entraram e a calçadada, dentro da casa, começou.
14 de out. de 2008
joguinho passa tempo
aew galera... acabei de postar mais uma parte do capitulo O SOL, e espero que vocês gostem
também gostaria de deixar aqui um link rapidinho, um site com um joguinho bem divertido.. ta em frances mas nem precisa entender nada de frances para conseguir jogar... e o melhor de tudo, você só precisa de nick e senha!!!
então pessoal, espero que entrem e se divirtam também com o joguinho!!!
periquito8.labrute.fr
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periquito8.labrute.fr
8 de out. de 2008
O SOL - III
Alberto já estava com o telefone em seu ouvido só esperando Luis atender. Já havia tocado muitas vezes quando a ligação caiu sem que o amigo atendesse o telefone. "Vou tentar só mais essa vez" e ligou novamente para o amigo.
Luis se assustou muito com as aparições em sua casa, estando da forma que estava — acelerado — ele se assustou também com o celular tocando de repente. Logo percebeu que era o seu celular sobre a mesa que tocava.
— Alô! — atendeu Luis estranhando o fato de o aparelho ainda estar funcionando!
— Mushi mushi.
— Fala seu rosca.
— E ae Suisso, tá de boa cara?
— Sei lá velho, aconteceu umas coisas mó estranhas aqui em casa.
— Tipo faltar luz na vizinhança toda e na sua casa não, ou esse terremoto estranhão e ter levado um choque filho da puta?
— Aqui ta faltando energia também mas a TV ficou doidinha. Tipo apareceu umas coisas muito cabreira.
— O que?
— Tipo assombração. Uns fantasmas saíram da TV e ainda teve um monstro se denominando o Senhor de Todo o Mal.
— Que loco, aqui em casa ta tudo estranho mas nada de Senhor de Todo o Mal não.
— Ei viadinho, você já ligou para os outros moleques, pra ver se ta tudo estranho com eles também?
— Que nada, to ligando pra você agora, mas vamos ligar para o resto do povo, ver como tão também. Seguinte, eu ligo para o Brenno e você tenta falar com o periquito beleza?
— De boa cara, então até mais moleque. Falô.
Alberto logo ligou para Brenno, enquanto Suisso ligava para Pedro. Dexter não teve sucesso em sua ligação o telefone estava ocupado e não adiantava continuar ligando. Já Suisso obteve exito na ligação para periquito.
— E aew periquito, beleza cara?
— Fala Suisso! Ei to aqui na casa do Brenno cara, tamo tentando chamar o gordo pra cá também.
— O Alberto acabou de me ligar, ele disse que a casa dele ainda ta com luz, aí também?
— Que nada, aqui ta escurão também. Ou, você sentiu o terremoto cara?
— Senti sim. Vô tentar ir para aí, assim agente conversa melhor.
— Beleza, sem problemas, parece que a chuva ta acabando mesmo, fica mais fácil de a gente se encontrar.
Logo que Luis desligou o celular, ligou para Dex. Decidiram que iriam para a casa do Brenno assim que a chuva acabasse, isso certamente não iria demorar muito a julgar pelas nuvens. Luis esperava sentado no sofá, enquanto Alberto aproveitava todos seus aparatos tecnológicos, assistindo um anime básico e jogando seus jogos piratas no wii.
Luis se assustou muito com as aparições em sua casa, estando da forma que estava — acelerado — ele se assustou também com o celular tocando de repente. Logo percebeu que era o seu celular sobre a mesa que tocava.
— Alô! — atendeu Luis estranhando o fato de o aparelho ainda estar funcionando!
— Mushi mushi.
— Fala seu rosca.
— E ae Suisso, tá de boa cara?
— Sei lá velho, aconteceu umas coisas mó estranhas aqui em casa.
— Tipo faltar luz na vizinhança toda e na sua casa não, ou esse terremoto estranhão e ter levado um choque filho da puta?
— Aqui ta faltando energia também mas a TV ficou doidinha. Tipo apareceu umas coisas muito cabreira.
— O que?
— Tipo assombração. Uns fantasmas saíram da TV e ainda teve um monstro se denominando o Senhor de Todo o Mal.
— Que loco, aqui em casa ta tudo estranho mas nada de Senhor de Todo o Mal não.
— Ei viadinho, você já ligou para os outros moleques, pra ver se ta tudo estranho com eles também?
— Que nada, to ligando pra você agora, mas vamos ligar para o resto do povo, ver como tão também. Seguinte, eu ligo para o Brenno e você tenta falar com o periquito beleza?
— De boa cara, então até mais moleque. Falô.
Alberto logo ligou para Brenno, enquanto Suisso ligava para Pedro. Dexter não teve sucesso em sua ligação o telefone estava ocupado e não adiantava continuar ligando. Já Suisso obteve exito na ligação para periquito.
— E aew periquito, beleza cara?
— Fala Suisso! Ei to aqui na casa do Brenno cara, tamo tentando chamar o gordo pra cá também.
— O Alberto acabou de me ligar, ele disse que a casa dele ainda ta com luz, aí também?
— Que nada, aqui ta escurão também. Ou, você sentiu o terremoto cara?
— Senti sim. Vô tentar ir para aí, assim agente conversa melhor.
— Beleza, sem problemas, parece que a chuva ta acabando mesmo, fica mais fácil de a gente se encontrar.
Logo que Luis desligou o celular, ligou para Dex. Decidiram que iriam para a casa do Brenno assim que a chuva acabasse, isso certamente não iria demorar muito a julgar pelas nuvens. Luis esperava sentado no sofá, enquanto Alberto aproveitava todos seus aparatos tecnológicos, assistindo um anime básico e jogando seus jogos piratas no wii.
O SOL - II
Há, ainda, alguns calçaderos que não foram citados. Isso por motivos geográficos. Como Aldo que mora tão longe de todos que chega até a ser difícil imagina-lo em sua casa. Alguns dizem que o Super Mário, seu pai, tem um convênio muito bom com algum posto de gasolina, para poder viajar pela cidade.
De qualquer forma, ficou claro o quão longe este rapaz mora. Ele é considerado o cabeça dos amigos, mesmo sabendo que o mais inteligente e cdf (apesar de nunca estudar) é o Dexter. Aldo estava em sua casa, onde chovia igualmente, talvez até mais intensamente que na casa de seus amigos. Muito preocupado com o computador preferiu não liga-lo, mas estava ainda assim conversando com sua vizinha. Aproveitando o momento de chuva para socializar.
A chuva deixava o clima mais frio, o que incomodava o rapaz e sua vizinha. Tão acostumados com o calor da cidade, não estavam preparados para o frio de 23ºC que fazia na cidade, e acredite, para Porto Velho, isso é frio. Papo vai, papo vem e nada daquele vento que entra pelas frestas da janela parar. Isso realmente incomodava-os. Aldo só conseguia pensar em duas coisas: em como sua vizinha era boa e no calor que gostaria de estar sentindo. Foi aí que o clarão veio.
Sua vizinha num susto gritou com o raio e ainda mais com o trovão que chegou até mesmo a estremecer a terra. Aldo olhou para a vizinha como se tentasse acalma-la mas ainda não saia de sua cabeça as imagens da boa e do calor. Estranhamente a imagem do calor crescia mais em sua mente, como se batalhasse por um espaço maior naquele lugar infinito.
Acima de seu telhado o Sol batalhava com a chuva, as nuvens querendo cada vez mais se fechar. Porém o sol era muito mais forte e começou a abrir espaço. Ao longe as pessoas já podiam perceber, quem quer que olhasse para o sul veria aquele feixe de luz vindo dos céus ganhando força.
A chuva estava cedendo seu lugar.
De qualquer forma, ficou claro o quão longe este rapaz mora. Ele é considerado o cabeça dos amigos, mesmo sabendo que o mais inteligente e cdf (apesar de nunca estudar) é o Dexter. Aldo estava em sua casa, onde chovia igualmente, talvez até mais intensamente que na casa de seus amigos. Muito preocupado com o computador preferiu não liga-lo, mas estava ainda assim conversando com sua vizinha. Aproveitando o momento de chuva para socializar.
A chuva deixava o clima mais frio, o que incomodava o rapaz e sua vizinha. Tão acostumados com o calor da cidade, não estavam preparados para o frio de 23ºC que fazia na cidade, e acredite, para Porto Velho, isso é frio. Papo vai, papo vem e nada daquele vento que entra pelas frestas da janela parar. Isso realmente incomodava-os. Aldo só conseguia pensar em duas coisas: em como sua vizinha era boa e no calor que gostaria de estar sentindo. Foi aí que o clarão veio.
Sua vizinha num susto gritou com o raio e ainda mais com o trovão que chegou até mesmo a estremecer a terra. Aldo olhou para a vizinha como se tentasse acalma-la mas ainda não saia de sua cabeça as imagens da boa e do calor. Estranhamente a imagem do calor crescia mais em sua mente, como se batalhasse por um espaço maior naquele lugar infinito.
Acima de seu telhado o Sol batalhava com a chuva, as nuvens querendo cada vez mais se fechar. Porém o sol era muito mais forte e começou a abrir espaço. Ao longe as pessoas já podiam perceber, quem quer que olhasse para o sul veria aquele feixe de luz vindo dos céus ganhando força.
A chuva estava cedendo seu lugar.
3 de out. de 2008
Rexona - o antitranspirante que não sai nem a pau
Dando uma olhada no facebook, recebi esse video de uns amigos do canada. A cidade é radical!
O SOL
Já é característico que na região amazônica chova de uma forma estranha para alguns, mas muito simples para quem vive nesta região. A chuva é torrencial por alguns minutos, e logo depois aparece o sol. É muito comum até chover na sua casa, mas na casa do vizinho ta um sol de lascar.
Essa chuva estava sendo diferente, a nuvem parecia cobrir a cidade toda e mais alguns kilometros, e já durava mais do que dois episódios de house, baixados pela internet, seguidos. Periquito não gostava nada do que via à sua frente. Aquela nuvem negra sem fim, piscinas no asfalto que deixavam sua pilotagem muito insegura. A aquaplanagem fôra uma coisa que ele só experimentara no carnaval de 2008 enquanto ia para a chácara pela BR364, e foi uma verdadeira aventura.
Pedro observava um clarão à distancia, parecia que a mata estava pegando fogo, mas a chuva com certeza apagaria o fogo em questão de minutos. Pedro seguia pela Costa e Silva em direção ao rio, tendo que desviar dos carros e vendo a destruição em tudo e em todos. Passado perto das casas de seus amigos resolveu parar, e chegou na casa de Brenno.
----------
Uma buzina aguda, bem peculiar das motos, tocava freneticamente aos arredores da casa de Brenno. Seus cachorros, enfiados na casinha deles, latiam sem parar o que só podia ser uma conspiração para uma dor de cabeça. Luana cada vez mais nervosa insistiu pro namorado ir ver o que estava acontecendo.
— Deve ser bem o periquito, só ele tem moto e só ele seria louco de sair numa chuva dessas!— Ele estava certo.
— Periquito seu maluco, como que tu não levou um raio na cabeça andando de moto numa chuva dessas, maluco.
— E eu to ligando pra raio cara, eu só sei que o caminho pra cá foi mais foda que o rally dos sertões todinho, e olha que eu só peguei 5 ruas.— Ficou aquele silêncio repentino quando Pedro continuou — Seguinte, a rua ta um caos, só da pra sair de moto. Parece que tem um incêndio la pro lado do 5°BEC, teve uma queda de energia justo quando eu tava salvando meu jogo, e ainda teve um terremoto. Os carros na rua tão tudo virado, os poucos sobreviventes tão tudo ensangüentado e eu não quero ficar parado. — Parou pra respirar um pouco e se acalmar.
Enquanto eles conversavam Luana vinha dos fundos e logo falou: — Sim! Vocês vão ficar conversando na chuva mesmo ou vão esperar ela acabar? — E logo abriu-se o portão, liberando a passagem do motoqueiro encharcado.
— Que vocês acham de a gente ir ver esse incêndio? Deve ter alguma coisa haver com essas coisas estranhas acontecendo aqui! — Assim que Pedro terminou a frase Luana começou a falar.
— Pelo visto não é só na cidade não, uma estante caiu em cima do Brenno, ele pisou em um monte de caco de vidro e nem um arranhão.
— Agora que você comentou, eu não to com nenhum arranhão mas to com uma tonteira, sem falar dessa dor de cabeça.
— Amor, eu também to com dor de cabeça, mas isso deve ser graças a buzina da moto do Periquito, em Pedro! — Luana terminou a frase olhando feio para o rapaz que desviou o olhar rapidamente respondendo.
— Ô nem vem, que dor de cabeça eu posso até não ter mas to tontinho desde antes de chegar aqui. Não vem por a culpa em mim não, e o que vocês acham de a gente ligar para os moleques e ver o que a gente pode fazer em?
— E ligar pra quem? Nem sei se o telefone ta funcionando com uma chuva dessas! — Respondeu interrogativamente Brenno.
— Ué, liga pro gordo, ele mora aqui do lado mesmo, e não custa nada checar se ta com linha o telefone, e o celular deve tar com sinal também.
Essa chuva estava sendo diferente, a nuvem parecia cobrir a cidade toda e mais alguns kilometros, e já durava mais do que dois episódios de house, baixados pela internet, seguidos. Periquito não gostava nada do que via à sua frente. Aquela nuvem negra sem fim, piscinas no asfalto que deixavam sua pilotagem muito insegura. A aquaplanagem fôra uma coisa que ele só experimentara no carnaval de 2008 enquanto ia para a chácara pela BR364, e foi uma verdadeira aventura.
Pedro observava um clarão à distancia, parecia que a mata estava pegando fogo, mas a chuva com certeza apagaria o fogo em questão de minutos. Pedro seguia pela Costa e Silva em direção ao rio, tendo que desviar dos carros e vendo a destruição em tudo e em todos. Passado perto das casas de seus amigos resolveu parar, e chegou na casa de Brenno.
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Uma buzina aguda, bem peculiar das motos, tocava freneticamente aos arredores da casa de Brenno. Seus cachorros, enfiados na casinha deles, latiam sem parar o que só podia ser uma conspiração para uma dor de cabeça. Luana cada vez mais nervosa insistiu pro namorado ir ver o que estava acontecendo.
— Deve ser bem o periquito, só ele tem moto e só ele seria louco de sair numa chuva dessas!— Ele estava certo.
— Periquito seu maluco, como que tu não levou um raio na cabeça andando de moto numa chuva dessas, maluco.
— E eu to ligando pra raio cara, eu só sei que o caminho pra cá foi mais foda que o rally dos sertões todinho, e olha que eu só peguei 5 ruas.— Ficou aquele silêncio repentino quando Pedro continuou — Seguinte, a rua ta um caos, só da pra sair de moto. Parece que tem um incêndio la pro lado do 5°BEC, teve uma queda de energia justo quando eu tava salvando meu jogo, e ainda teve um terremoto. Os carros na rua tão tudo virado, os poucos sobreviventes tão tudo ensangüentado e eu não quero ficar parado. — Parou pra respirar um pouco e se acalmar.
Enquanto eles conversavam Luana vinha dos fundos e logo falou: — Sim! Vocês vão ficar conversando na chuva mesmo ou vão esperar ela acabar? — E logo abriu-se o portão, liberando a passagem do motoqueiro encharcado.
— Que vocês acham de a gente ir ver esse incêndio? Deve ter alguma coisa haver com essas coisas estranhas acontecendo aqui! — Assim que Pedro terminou a frase Luana começou a falar.
— Pelo visto não é só na cidade não, uma estante caiu em cima do Brenno, ele pisou em um monte de caco de vidro e nem um arranhão.
— Agora que você comentou, eu não to com nenhum arranhão mas to com uma tonteira, sem falar dessa dor de cabeça.
— Amor, eu também to com dor de cabeça, mas isso deve ser graças a buzina da moto do Periquito, em Pedro! — Luana terminou a frase olhando feio para o rapaz que desviou o olhar rapidamente respondendo.
— Ô nem vem, que dor de cabeça eu posso até não ter mas to tontinho desde antes de chegar aqui. Não vem por a culpa em mim não, e o que vocês acham de a gente ligar para os moleques e ver o que a gente pode fazer em?
— E ligar pra quem? Nem sei se o telefone ta funcionando com uma chuva dessas! — Respondeu interrogativamente Brenno.
— Ué, liga pro gordo, ele mora aqui do lado mesmo, e não custa nada checar se ta com linha o telefone, e o celular deve tar com sinal também.
22 de set. de 2008
A CHUVA - VI
Não havia nada melhor para se fazer durante um temporal daqueles senão ficar junto de alguém que você goste muito. Era o que fazia Brenno. Estava aproveitando ao máximo o barulho de chuva enquanto se abraçava à Luana. Nada haviam para falar um ao outro a não ser ficarem ali, abraçados e se gostando.
As luzes do quarto já apagadas e as únicas coisas naquele quarto que pareciam consumir energia eram: o ar condicionado e os dois gastando suas calorias. Mesmo com aqueles sons apocalípticos do lado de fora da casa, nada parecia incomodar o casal que estava quieto e calmo como o entardecer em uma ilha deserta.
Aquele casal era o completo oposto do que acontecia pela cidade nesse exato momento. A ventania soprava forte na parede de sua casa, assobiava como fãs frenéticos de uma banda prestes a começar um show. Só houve um momento em que o quarto se iluminou, e foi logo antes de o ar condicionado parar de funcionar. O casal parou por um tempo e ficou se olhando com ar confuso. Quando foram começar a conversar para falar o quão estranho esse clarão foi tiveram que esperar mais um pouco.
O chão começou a tremer e a estante de livros acima deles tremeu junto, com todos os intocáveis indo para frente e beirando à queda. Brenno observando tudo ficou por cima da namorada enquanto todos os livros caíam. Com todo o tremor a estante também caiu em cima dele, e um vaso que estava numa mesinha ao lado caiu no chão e se partiu. Após toda a confusão ele se levantou e perguntou à sua namorada se estava tudo bem.
— Acho que sim, mas e você, essa estante deve ter doído — respondeu Luana enquanto se levantava também, mas sentiu um corte no pé e logo voltou a sentar.
— Nossa nem reparei nesse vidro quebrado aqui no chão. Vou pegar um pano, ainda bem que o corte foi pequeno — disse Brenno e logo saiu do quarto. Voltou logo com um pano úmido, e reparou no estrago que tava o quarto — Nossa esse quarto parece as trevas, mas nem da pra ver direito com toda essa escuridão.
Entregou o pano para a Luana que limpou o ferimento mas percebeu que foi apenas superficial, não tendo que se preocupar com nada. Foi carregada pelo namorado até a sala onde a iluminação dos relâmpagos era o suficiente para perceber que o namorado não tinha nenhum arranhão e nem reclamava de nenhuma dor. Indo para a parte de traz de sua casa dava pra observar bem a tempestade mas olhando bem ao sul ficava aquela luz forte entre as nuvens negras, dando a entender que talvez a chuva fosse acabar logo logo.
As luzes do quarto já apagadas e as únicas coisas naquele quarto que pareciam consumir energia eram: o ar condicionado e os dois gastando suas calorias. Mesmo com aqueles sons apocalípticos do lado de fora da casa, nada parecia incomodar o casal que estava quieto e calmo como o entardecer em uma ilha deserta.
Aquele casal era o completo oposto do que acontecia pela cidade nesse exato momento. A ventania soprava forte na parede de sua casa, assobiava como fãs frenéticos de uma banda prestes a começar um show. Só houve um momento em que o quarto se iluminou, e foi logo antes de o ar condicionado parar de funcionar. O casal parou por um tempo e ficou se olhando com ar confuso. Quando foram começar a conversar para falar o quão estranho esse clarão foi tiveram que esperar mais um pouco.
O chão começou a tremer e a estante de livros acima deles tremeu junto, com todos os intocáveis indo para frente e beirando à queda. Brenno observando tudo ficou por cima da namorada enquanto todos os livros caíam. Com todo o tremor a estante também caiu em cima dele, e um vaso que estava numa mesinha ao lado caiu no chão e se partiu. Após toda a confusão ele se levantou e perguntou à sua namorada se estava tudo bem.
— Acho que sim, mas e você, essa estante deve ter doído — respondeu Luana enquanto se levantava também, mas sentiu um corte no pé e logo voltou a sentar.
— Nossa nem reparei nesse vidro quebrado aqui no chão. Vou pegar um pano, ainda bem que o corte foi pequeno — disse Brenno e logo saiu do quarto. Voltou logo com um pano úmido, e reparou no estrago que tava o quarto — Nossa esse quarto parece as trevas, mas nem da pra ver direito com toda essa escuridão.
Entregou o pano para a Luana que limpou o ferimento mas percebeu que foi apenas superficial, não tendo que se preocupar com nada. Foi carregada pelo namorado até a sala onde a iluminação dos relâmpagos era o suficiente para perceber que o namorado não tinha nenhum arranhão e nem reclamava de nenhuma dor. Indo para a parte de traz de sua casa dava pra observar bem a tempestade mas olhando bem ao sul ficava aquela luz forte entre as nuvens negras, dando a entender que talvez a chuva fosse acabar logo logo.
14 de set. de 2008
A CHUVA - V
Logicamente que uma chuva horrenda dessas parecia mais coisa de filme de terror. Com certeza alguém já havia pensado nesse fato, inclusive um rapaz que vivia em uma casa simples e estava apenas assistindo TV.
Realmente era de se impressionar que àquela hora do dia já aparentava muito tarde, sem falar de toda a barulheira que aquela chuva fazia. Parecia mais a bateria de uma banda que só tem crianças fazendo barulho.
Na TV passava um programa qualquer com mulheres gostosas rebolando de biquine, e gente gorda fazendo comentários sem graça com risos forçados. Àquela hora do dia. Era assombroso ver a banalização dos canais televisivos, onde a qualquer hora passa qualquer coisa, independente da classificação etária.
Enquanto assistia à televisão a imagem começou a chiar, e ficava cada vez mais difícil ver as bundas de biquine. "Ah meu ovo esquerdo". Reclamava Luís, enquanto se levantava pra arrumar a antena que ficava acima da TV.
Enquanto girava o botão da antena a imagem piscava, mudando o tipo de defeito, do chiado alterava para aquela imagem que fica eternamente subindo, depois eternamente descendo, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, voltando ao chiado após dar uma volta completa no botão. Nada parecia resolver, quando subitamente a imagem voltou mas não era o programa que ele assistia.
Na televisão tinha uma imagem em preto e branco, na imagem apareciam vultos brancos, cerca de seis ou sete vultos começavam a sair do monitor. Gritavam como se fossem Hollows, seus gritos assustavam Luís ainda mais do que a própria imagem. Luís, perplexo, observava a imagem afastando-se do aparelho. Um raio disparou nos céus iluminando toda casa, uma das visões segurou-o e continuava a gritar. Assim que o relâmpago se foi todas as luzes de sua casa se apagaram desaparecendo com elas os monstros que o atormentavam.
O chão derrepente começou a tremer, e suas medalhas caíram no chão fazendo tanto estardalhaço como a chuva que precipitava do lado de fora.
O chão derrepente começou a tremer, e suas medalhas caíram no chão fazendo tanto estardalhaço como a chuva que precipitava do lado de fora.
O mais incrível era que mesmo sem energia em sua casa, a TV voltou a ligar, mostrando agora uma grande rocha em chamas, a rocha se abriu e dela saiu um ser humanóide, mas ainda parecia muito com uma pedra. Começou a falar diretamente para Luís, através do aparelho.
— A luz... não mais me alcançará. Finalmente o Senhor de Todo o Mal, está livre para espalhar suas bestas... vocês... irão todos... perecer ao meu poder. — e a TV desligou dando fim à mensagem.
Luís, tão calado quanto um homem morto, ficou atônito com as imagens e caiu em cima do sofa, respirando ofegante, o coração batendo forte. Logo depois do susto um forte som começa a tocar. Era seu celular.
9 de set. de 2008
A CHUVA - IV
Mesmo com a luzes do quarto acesas ainda refletiam os raios nas páginas do livro de medicina que o Paulo estudava. Estava realmente interessado em medicina e não era uma chuva qualquer que iria impedi-lo de estudar para a prova do dia seguinte. Mas essa não era uma chuva qualquer.
Entretido na leitura, como um garotinho lendo um gibi, o gordo ficava decorando e aprendendo tudo sobre anatomia. Enquanto observava aquelas figuras do livro a luz de seu quarto começou a brilhar mais forte e apagou, só vendo o relâmpago através de sua janela. Tudo se apagou. Como se não fosse suficiente o chão da casa começou a tremer, e Paulo não via outra alternativa a não ser sair de cima da cama com todo o barulho que ela fazia. Por sorte ele estava certo em sair pois foi só chegar a porta do quarto que a cama se desmontou como um piscar de olhos. Caindo uma das tabuas em seu pé.
"Filho da puta", eram as únicas palavras que saiam de sua boca. Seu pé rapidamente começou a inchar e mesmo em sua própria casa ficava difícil andar mancando, tropeçando nos brinquedos espalhados. Já na cozinha pegou um pouco de gelo e foi colocar em seu pé. Assim que tocou seu pé sentiu o calor do ferimento, sentou no sofá e ficou segurando o gelo no seu pé. Com pouco tempo o inchaço já havia cessado e o pé não mais latejava. Normalmente a compressa dura uns 20 minutos, mas Paulo não estava prestando atenção no relógio e assim que parou de doer tirou o gelo do pé.
Foi olhar pela janela e a chuva continuava a cair como se os céus estivessem se vingando de algo que a humanidade fez. Mas ainda assim conseguia perceber que em direção ao sul conseguia ver o sol lutando contra as nuvens como se fosse uma batalha épica. Todas as luzes ao redor apagadas, e com certeza sair naquela chuva não era uma opção, ficou em casa então esperando algo mais estranho acontecer.
Entretido na leitura, como um garotinho lendo um gibi, o gordo ficava decorando e aprendendo tudo sobre anatomia. Enquanto observava aquelas figuras do livro a luz de seu quarto começou a brilhar mais forte e apagou, só vendo o relâmpago através de sua janela. Tudo se apagou. Como se não fosse suficiente o chão da casa começou a tremer, e Paulo não via outra alternativa a não ser sair de cima da cama com todo o barulho que ela fazia. Por sorte ele estava certo em sair pois foi só chegar a porta do quarto que a cama se desmontou como um piscar de olhos. Caindo uma das tabuas em seu pé.
"Filho da puta", eram as únicas palavras que saiam de sua boca. Seu pé rapidamente começou a inchar e mesmo em sua própria casa ficava difícil andar mancando, tropeçando nos brinquedos espalhados. Já na cozinha pegou um pouco de gelo e foi colocar em seu pé. Assim que tocou seu pé sentiu o calor do ferimento, sentou no sofá e ficou segurando o gelo no seu pé. Com pouco tempo o inchaço já havia cessado e o pé não mais latejava. Normalmente a compressa dura uns 20 minutos, mas Paulo não estava prestando atenção no relógio e assim que parou de doer tirou o gelo do pé.
Foi olhar pela janela e a chuva continuava a cair como se os céus estivessem se vingando de algo que a humanidade fez. Mas ainda assim conseguia perceber que em direção ao sul conseguia ver o sol lutando contra as nuvens como se fosse uma batalha épica. Todas as luzes ao redor apagadas, e com certeza sair naquela chuva não era uma opção, ficou em casa então esperando algo mais estranho acontecer.
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