14 de set. de 2012

Atualizações

Artur com th não conseguiu seguir a frente. Mandou algumas mensagens para Sofia mas algo o segurou, algo o impediu de prosseguir. Seu senso moral de alguma forma o dizia que aquilo era errado. Não é como se ele fosse realmente trair alguém mas ele simplesmente parou de falar com Sofia. As outras vezes que cruzou com essa bela mulher na rua ele simplesmente a olhava sorridente e dizia "oi", mas nunca parava de caminhar. Ele ainda tinha sentimentos por ela mas ainda assim não achava que era certo.

Meses se passaram. Sofia já nem se lembrava mais de Artur com th, tudo o que ela queria era transar, transar e transar. Chamar os homens para aquele momento em que não ligamos para mais nada, só queremos saber de prazer. Sofia gostava muito das lojas eróticas que eram espalhadas pela cidade, era difícil para ela acreditar que a ideia de uma loja exclusiva para sexo não tivesse surgido da mente de algum demônio do prazer, mas meros humanos. Era incrível, todos aqueles aparatos do prazer, correntes, fantasias, consolos, vibradores, masturbadores, alargadores e muitos outros brinquedos que deixavam qualquer incubus e sucubus orgulhosos por saber que seus trabalho tinham obtido resultados materiais. Foi em uma dessas lojas que ela encontrou Maurício, ela estava surpresa de encontrá-lo ali, não por duvidar que ele frequentasse este tipo de ligar, mas pelo fato de ele aparentar que sabia que ela estaria ali.

- Olá Sofia, como vai sua cota? - Disse Maurício com um sorriso no rosto já sabendo qual seria a resposta.
- Quer mesmo que lhe diga, para que você fique com inveja?
- Este mês consegui cumprir minha cota. Incrível, não? Sofia ficou espantada, inclinou sua cabeça para traz. - Agora, isso sim é uma novidade.
- Dediquei o tempo que me sobrou para fazer uma pequena pesquisa. Lembra-se de Arthur?
- Aquele perdedor, que não tem confiança nenhuma na vida? Ele deveria se tornar Padre caso não fosse ateu.
- Pois é ele mesmo. Descobri que ele tem um probleminha, ele só consegue se masturbar, ou ganhar uma ereção, depois que enfia algo em seu anus.
- Hmmm. Que interessante, mas não é novidade. Tem um site dedicado a isso basta fazer uma pesquisa rápida. O que seria importante em saber isso?
- Sei que não é novidade mas o interessante é saber por quê ele faz isso.
- E... - Falou Sofia entoando longamente.
- Oras, começou quando ele era adolescente, uns 14 anos. Ele sempre foi alguém meio desligado, de poucos amigos.
- E por que você está me falando isso? Nem estou mais interessada neste caso mesmo.
- Eu estou, mas não posso mudar meu gênero, e isso seria crucial. Quero realizar meu desejo através de você.
- Então você quer me usar, para cumprir mais um projeto longo e chato! O que eu ganho com isso?
- Bem, não há muito o que barganhar de minha parte. Você sabe que não tenho poder algum em nosso ramo, sou alvo de zoações constantes. Mas me dê seu preço e eu farei sem problemas.
- Então você, Maurício, aceitaria me dever um favor? - E soltou uma gargalhada alta - Você sabe que em nosso meio favores possuem um grande valor. Está disposto a me dever este tanto?
- Como eu disse, farei sem problemas. Sei que os incubi e sucubi não devem ser confiados e talvez um dia você me deixe em uma situação realmente desesperadora mas estou ok. Quer saber o resto?
- Certo então. - Sofia tinha eu seu rosto um sorriso malicioso. Ela estava contente só por ter um crédito com Maurício, algo que ela pensava e desejava que ele se arrependesse algum dia.

O plano de Maurício consistia em reacender a primeira paixão de Artur com th, a primeira menina que quebrou seu coração repetidas vezes em menos de 6 meses. Renata era uma menina linda, que apareceu em sua escola na oitava série, ele se apaixonou logo, mas ele era um garoto, de certa forma, inocente, e ingênuo. Ela começou a namorar logo com um dos garotos mais populares da sala, era forte e engraçado. O cômico nisso era que se Artur com th falasse qualquer coisa em sala de aula, toda a turma iria rir de sua cara, mas se esse rapaz falasse exatamente a mesma coisa, mesmo logo em seguida a Artur com th, as pessoas virariam e diriam "nossa, é verdade", "pô você disse certo" e "é isso aí". O rapaz não é a questão aqui, mas Renata. Ela ficou com ele e logo terminou, depois ficou com outro, e terminou também logo em seguida. Voltou para o primeiro, ficou com um outro (feio de doer) enquanto Artur com th sempre ficava esperançoso que um dia chegaria sua hora.

Ela era a mais visada de toda a escola mas ele sabia que ninguém sentia por ela o que ele sentia. Um dia, de brincadeira ele virou para ela e perguntou: Sim ou não? Ela interpretou aquilo como um pedido, o que para ele não fazia sentido, sua ingenuidade o fez repetir a mesma brincadeira que os colegas de sala faziam só para zoar o outro. Se ele respondessem sim, você olhava de canto de olho e fazia "hmmmmm sei" e logo caía na gargalhada, se dissesse não o mesmo aconteceria. Fazer essa brincadeira com Renata era colocar uma corda em seu pescoço e esquecer todas as chances que se queria com ela. Sorte de Artur com th. Ela falou com umas amigas e voltou a Artur com th e disse Sim. Artur com th percebeu naquele momento que aquilo não era brincadeira, ela havia dito sim num pedido para ficar. Suas expectativas foram às alturas. Mas ela não queria ali, naquele momento. Teria uma festa em outro dia na casa de uma amiga e lá eles ficariam. 

No dia da festa Artur estava todo esperançoso, esperou pacientemente anoitecer, para aparecer a oportunidade perfeita. Quando ele chegou a ela, para conversar mais intimamente, ela disse que estava interessado em outro, e toda aquela baboseira de ele ser um rapaz bacana e que tudo ia dar certo para ele. Por fora ele estava ok, mas por dentro ele queria jogar um pedra na própria cabeça. Quando chegou em casa ele ficou horas no chuveiro, chorando, perguntando o porquê. Com o tempo ele entendeu que ela era uma vadia, alguém que realmente não era para ele ou o contrário. Ela saiu da escola no ano seguinte e sumiu de sua vida. "Ainda bem!", ele pensava. Não tinha mais que lidar com ela.

A verdade que esse acontecimento mudou Artur com th. Ele deixou sua ingenuidade de lado, passou a ser mais calado, menos brincalhão. Quando uma menina mostrava interesse por ele, ele "comia e jogava fora". Ainda tinha dificuldades para ficar com meninas que ele queria, mas as que queriam ficar com ele, era fácil. Esquecia de tudo, realizava suas vontades e sumia da vida das mulheres, não estava nem um pouco interessado em ter mais de uma relação com a mesma mulher, quando elas ligavam chamando-o de volta ele às rejeitava como roupa velha e suja. Passava horas em seu quarto se masturbando, horas no banheiro se masturbando. Não fazia outra coisa a não ser se masturbar e quando surgia um oportunidade transava, mas não era tão recorrente. Fosse ele ainda essa pessoa, Sofia não teria problemas em realizar sua missão. Mas algo o modificou, nem Maurício sabia dizer o que. Talvez sua própria forma de ver a vida, o sexo, os amigos. Artur com th tornou-se outra pessoa. Alguns dizem que isso acontecem quando humanos crescem e se tornam adultos. Mas nem Sofia nem Maurício acreditavam ser essa a causa.

- E qual é seu plano Maurício? Isso não parece divertido para mim.
- Oras, é simples. Você vai trazer a Renata de volta.

9 de jun. de 2012

Colocando o plano em prática

"Não sei como o Maurício tem tanta paciência para esses projetos longos, já estou cansada de ficar passando por esse cara tímido, tentar tirar dele alguma iniciativa, vou fazer a coisa do meu jeito agora. Não mais orçando olhares, não mais aparentando inocência, não mais correndo no parque, seguindo-o fingindo que seus encontros com mulheres belas e de pele macia tem sido obra do mero acaso." . Sofia já estava a semanas neste projeto, ela sempre cumpria sua cota mensal muito rapidamente e suas conversas com Maurício a convenceram a iniciar algo mais duradouro. Maurício sempre foi tão metódico na arte de seduzir, sempre se preocupando com os mínimos detalhes, de tal forma que as pessoas se apaixonam não por ele mas pelo tentar conquista-lo. Sofia tinha problemas com esses projetos porque isso necessitaria de uma leve paixão aparente da parte dela, ela não conseguia esboçar isso, suas facetas sempre foram a da mulher ousada, que gosta de sexo, nunca fez o ar de boa moça e isso a deixava impaciente. Mudava seu rosto e sua fisionomia para criar um costume na sua vitima, se varias mulheres olhassem para ele e deixassem a entender que ele é atraente - o que de fato era - e que ele não tinha motivos para ser tão tímido, talvez ele chegaria algum momento em uma delas e isso facilitaria seu trabalho. . Neste dia ele foi a um bar, ela já sabia de seus planos, e ficou na mesa ao lado também com alguns amigos, entre eles Maurício. Sofia por vezes trocou olhares sorridentes com esse rapaz tímido cujos amigos o deram confiança para falar com ela, oferecer um drink quem sabe. Parecia no entanto que o medo de um fora o rodeava, a sua timidez deveria ter alguma relação com um acontecimento de sua juventude, alguma menina otária o havia recusado, trocado-o por um playboyzinho de merda. Sofia conhecia todos os casos, conhecia a mente do homem melhor do que qualquer outra mulher comum, sabia de todas as coisas que podiam causar certos traumas, certos conflitos na mente masculina. Um dos amigos do cara ficou botando pilha pra ele ir, os outros já tinham perdido a fé, tinha alguns que sacaneavam, diziam que iam lá no lugar dele, teve um que realmente foi no lugar dele. . Tentou puxar assunto com aquela bela moça, ela sorriu e disse em seus ouvidos: "só quero que você traga o seu amigo da ponta". Com um olhar surpreso de rejeição ele puxou seu amigo tímido e sentaram-se a mesa com Sofia, Maurício e alguns outros belos homens. Sofia finalmente começou uma conversa com o tímido, seu nome era Artur, com th. O outro amigo que trouxe Artur com th ficou conversando com aqueles outros belos homens, depois este mesmo homem participou de uma orgia onde foi penetrado por todos seus orifícios possíveis, sem acreditar que sentia tamanho prazer em ser vitima de um "gang bang", três caras tomando conta de seu corpo nu, e ele sem conseguir, e nem mesmo querendo, esboçar reação qualquer. Sofia deu seu número para o Artur com th. O dia seguinte era dia de trabalho e a noite não pôde ir muito longe. O segundo passo havia sido dado.

27 de mai. de 2012

Me apaixono a cada olhar

O que tenho que fazer? Olho para um lado e me apaixono por um olhar, viro para o outro e um farto par de seios tira minha atenção sobre qualquer outra coisa. Pernas balançam suavemente em minha frente, quando as vejo subindo escadas então, é uma perdição. A definição muscular, a flacidez da pele, parece que nada me desagrada quando olho, melhor ainda quando sinto, a pele das pessoas. O que mão gosto mesmo é ver uma pessoa realmente feia, cuja cara lembre o semblante de um sapo, olhos separados, nariz afundado, testa avantajada, torso largo e curto, mãos e pés desproporcionais. No trabalho senta a minha frente uma linda mulher, baixa, cabelo esvoaçado com uma mistura de loiro com castanho, seu olhar é inocente e sutil, sua voz é a mesma dos anjos. Me apaixono. Na volta para casa sempre cruzo por essa outra mulher, cabelos bem pretos, um olhar muito mais penetrante, ela vê no fundo de minha alma, sempre está com um cigarro na mão. Não trocamos uma palavra se quer, mas nossos olhares sempre se cruzam, eu fico vermelho ao tentar esboçar um sorriso, ela sorri de volta. Me apaixono. Aos finais de semana corro pela praia, pela montanha, pela rua, por onde quer que eu vá vejo belas formas, lindas mulheres, algumas eu até consigo puxar uma conversa, outras puxam uma conversa, muito melhor quando se dá assim, fico menos nervoso, mas ainda assim me tremo todo, digo que sinto frio do vento, algumas vezes nossos braços se tocam e não tenho como impedir o arrepio que sobe na minha espinha, os pelos de meus braços se eriçam completamente. Me apaixono. Não consigo evitar, cada olhar, cada sorriso, cada toque. Essa timidez me mata, mas não deixo de ser um apaixonado.

18 de mai. de 2012

Fruto de mitos e lendas

Foi-se o tempo em que era fácil exercer uma grande influencia sobre uma cultura toda. Maurício se lembra com carinho daquele momento antes mesmo de a Europa começar a se expandir, antes mesmo de as pessoas começarem a falar. Quantos anos isso lhe dava? Muitos, ele não era o mais velho mas ouviu historias em sua infância, ele mesmo pode aproveitar muito da ignorância dos homens, mais que cem, menos que mil, ainda assim o suficiente para ter muitas lembranças, boas e ruins, e se adaptar ao serviço, não só de sedução mas também à burocracia. Ele ainda era muito jovem, porém já dominava certos truques necessários, os seus favoritos eram os que impressionavam em massa, extremamente necessário para o que ele pretendia fazer, para o que os contos lhe ensinavam. Bastava procurar por um povo qualquer, que fosse afastado de qualquer outro, que não tivesse ainda impregnado em sua cultura aquela terrível noção de bem e mal, não há essa baboseira no mundo, apenas atos, seria tão bom se todos ainda vissem as coisas dessa forma. Tendo encontrado a vila ele começaria seu trabalho, uma aparição mística, com ar de divindade. Com certeza ele era uma entidade, apenas não tão divina como as pessoas pensavam que ele fosse. A partir daí era muito fácil, com sua capacidade de maratonista ele simplesmente efetuava coito com o máximo de pessoas, de preferencia todos da vila, homens, mulheres, velhos, jovens e crianças. O veneno já estava lançado e a veneração ao pênis era eminente. Nem era preciso dizer "venerem meu pênis", até porque ele não estava interessado que venerassem o seu pênis, mas o pênis, não necessariamente o pênis em si, mas o órgão genial. Repetidas vezes ele voltava para as tribos, tornando aquilo um rito anual, mensal, semanal. O que se queria era apenas o bacanal, o prazer.

10 de mai. de 2012

Senso moral

Levantando-se de um sonho, Maurício seguia para o banheiro. Precisava jogar água em seu rosto. Depois de tantos anos de vida, mesmo com a aparência de meros vinte e mais ou menos anos, ele achava que já havia sentido de tudo. Já havia vivido tudo, ainda mais sendo um demônio, que experiências podiam haver para serem vividas que ainda não o houvessem sido por aquele homem. No entanto, parecia que sua mente lhe pregava peças durante todas as noites e raras ocasiões durante o dia. Não lhe incomodava, de fato, que seus sonhos lhe pregassem peças ou brincassem com seus sentimentos, suas lembranças e mesmo sua percepção do mundo, afinal eram apenas sonhos. Secou a água de seu rosto e olhou no espelho. Seu rosto estava impecável, a beleza personificada, o sublime em terra firme. Observando toda aquela obra de arte, que não só ele mas toda a comunidade de incubi e sucubi possuía em sua pele, ele pensou como era inútil o fato de ter um espelho em seu banheiro. Seres tão perfeitos não necessitam da presença de um espelho. Pro resto da vida ele ficaria com uma alface em seus dentes. Melhor ter mesmo um espelho. Sorriu para o espelho com a boca esticada, checou a impecabilidade de sua dentaria, sentiu a fragrância da manha em seu hálito de anjo. Como era bom ser um demônio de aparências sem ter no entanto que se preocupar com aparências. E nessa linha indefinida de raciocínios e pensamentos, essa cadeia infinita de bobagens que passam por nossas cabeças, uma lembrança atingiu em cheio sua visão. Ele via aquilo acontecer diante de seus olhos. E lembrar daquilo não era bom. Esquecer as mulheres que ele havia tido relações por uma noite e ido para outro mundo, nunca mais vê-las, era isso que ele sempre fez. Mas por que lembrava agora de todas aquelas meninas que se apaixonaram por ele? Um sentimento de abandono por parte dele tomava conta de toda a sua mente. Um sentimento de culpa. Como assim culpa? Demônios não deveriam sentir culpa, isso é um sentimento muito cristão, muito impregnado de valores morais superficiais, um incubus não deveria ter tais sentimentos morais. Assim que passou a refletir melhor sobre seu aparente sentimentalismo ele parou de sentir. Mas ainda temia por ter em algum momento sentido, e principalmente sentido culpa. Como se a culpa possuísse um certo valor que transcendesse até mesmo os limites do inferno. Ainda temia aquele sentimento, ainda temia.

23 de abr. de 2012

Ditados Populares

Não há algo como traição nesse mundo. Ao menos não traição amorosa. A frase que dizem hoje é muito válida, "ninguém é de ninguém", melhor ainda é quando dizem que "tá tudo liberado". Durante o ano todo temos grandes eventos, que clamam por sacanagem, nessa terra da liberdade, onde o nome já denota o calor típico de uma churrasqueira. Carnaval, esse serve para os que não tem imaginação, nesse momento se permitem tudo. Passeata gay, requer um pouco mais de coragem, mas ainda assim héteros viram homos por uma noite sem se incomodar. Todo final de semana é tempo de começar as atividades, o estresse do trabalho, da vida sofrida é todo eliminado naquela hora em que estão beijando 15 e comendo e dando pra 10. Para não dizer que todo dia, não importa a hora, a linha do trem está bem movimentada, com fome, sede, falta de razão, sexo livre, barrigas grandes com fetos já desvirginados. Esse país pode ser chamado de inferno para alguns cristãos, mas estes devem lembrar-se que "quem ama o feio, bonito lhe parece", e para nós isso aqui é um paraíso, a terra da liberdade onde "é proibido proibir". Até o mais categórico dos homens, quando se encontra neste solo, sente o incontornável desejo de se soltar, isso não é feitiço nosso, mas maldição do chão.

11 de abr. de 2012

Explicações do serviço.

Maurício foi chamado ao departamento de produtividade sexual seção XIV.

"Explique a sua vida!"

"Apesar de não cumprir com a meta em 100% pelo terceiro mês consecutivo lhe asseguro que meus trabalhos todos foram efetuados com maestria, não sendo necessário regressar os serviços nestas mesmas mulheres."

"Diz então que os outros são incompetentes?"

"Claro que não vossa eminência, digo apenas que eles podem até conseguir cumprir a meta com extrema rapidez mas nenhum deles consegue ter a eficiência que eu aplico em minhas missões."

"Sobre esta menina, a Mariana, você a retirou de um dos nossos incubi, não reconhece as regras ao abordar as pessoas?"

"Senhor, a jovem não mostrou interesse em Roberto. Eu, em nenhum momento a puxei, apenas fiquei parado ouvindo-a e todas as vezes que Roberto regressava eu me retirava dando espaço para ele. Mas ele não conseguiu ainda, com todas essas chances e poderes, conquistar a menina sexualmente. Em minha defesa digo que não só a conquistei sexualmente como ainda hoje e por muito mais tempo ela estará perdida de amores por mim, também cuidei para que ela fique gravida."

"Sim, sim. Seus relatórios são bem completos. Seu trabalho é eficiente, apesar de não alcançar a meta. Sua vida continua tendo um sentido então! Volte ao seu trabalho."

6 de mar. de 2012

Globalização

É uma cidade praiana do interior, turistas vem aqui procurando tranqüilidade em todos os sentidos possíveis. Naquela mesa há uma mulher muito bonita, mesmo com seus quarenta e poucos anos, três meninos de oito ou nove anos cada sentam-se à mesa e ela conversa com eles. Eles querem chamar sua atenção, e ficam fazendo brincadeiras para ela. Dois homens bem velhos aparecem falando uma outra língua, parece francês, e também sentam-se à mesa. Um dos homens começa a fotografar os garotos, a mulher começa a filmá-los, o segundo homem pede um sorvete para os garotos. Não se preocupam em pedir para que os meninos façam pose, querem eles em sua postura mais natural possível. Suas peles novas e macias, seus cabelos ainda finos e sua inocência deliciosa. O homem da fotografia se retira, fala ao celular com certa excitação, aproveita que a cidade já possui pontos de internet sem fio e passa algumas fotos pelo seu tablet para uma espécie de catalogo. A cidade acabou de ser mapeada. Acrescentada na lista de cidades onde o turismo sexual pedófilo pode crescer sem problemas.

17 de fev. de 2012

O caçador

A brisa bate suavemente em meu rosto. Pássaros acordam com a aurora que ainda está por vir, mosquitos zumbem no meu ouvido. A natureza já está totalmente desperta e veio me dizer "acorde". O céu, agora, começa a ganhar uma cor diferente do manto escuro que se guardava acima das nuvens. O sol em pouco ira aparecer e dizer que finalmente é dia, a noite foi longa mas agora aproveitem meu calor. Nenhum de nós faz barulho algum, tememos nossa própria respiração.

Apesar de o mundo ser belo, há criaturas horrendas aqui, que não dormem e vivem de nós. Nossa carne, nosso sangue, nosso calor. Alguns de nós as caçam, muitos deles nos caçam. A briga parece desigual mas nós temos algo que eles jamais terão, são incapazes de ter. Esperança.

Ainda assim, mesmo com tantos demônios por esta terra os que mais me assustam são os mais belos. Tenho sorte de não me apaixonar por ninguém. Seus feitiços encantam o mais ético dos mortais. Até o papa seria presa fácil para eles com seus feitiços. Ainda bem que nunca vieram atras de mim, mas eu vou atras deles, é meu trabalho e minha obrigação. Pelo bem da minha terra, pelo bem de meu povo que teme por todo o tipo de monstro que vagueia por essa terra, devo lutar com as armas que Deus me deu e eliminar essa escória das planícies que nos cercam. Sou Marcelo, o caçador de sucubi.

4 de fev. de 2012

Conversa de trabalho

"Porra Maurício, outra vez você não cumpriu a meta do trabalho?"

"Sabe como é difícil conquistar as mulheres hoje em dia... Elas não cedem logo na primeira noite, até os homens homossexuais estão cada vez se fazendo de difícil. Estão sempre em busca do amor verdadeiro...."

"Mas o nosso trabalho é fazer com que eles percam esses valores familiares Maurício. Você fica perdendo seu tempo encantando pessoas, tem que conquista-las com o olhar"

"Pra você é fácil em Sofia, os homens não te dão trabalho algum. É só você chegar e encostar seu quadril neles que todos já perdem a razão, não querem nem saber. E do jeito que você é gostosa lhe garanto que eles se masturbam por você por um bom tempo."

"Por isso que você odeia as sucubi? Elas não tem dificuldades no trabalho? Porra Maurício, é porque você não tem que dar o cu e nem sofrer com os desprazeres dessa vida. Cada Pinto pequeno que já me apareceu. E cada coisa horrenda que já me rasgou."

"Pensei que vocês gostassem da dor?"

"Bem..... É um ramo do nosso trabalho, e aprendemos a sentir prazer na dor, mas após o sexo deixa de ser prazer e é apenas dor"

"E ainda assim você sempre da conta do triplo da cota. Ahh odeio sucubis porque o trabalho para vocês é muito fácil."

"Ei, não odeie o jogador, odeie o jogo!"

"Posso ao menos odiar os homens?"

"Sinta-se livre para isso, eles realmente são uns idiotas! Agora, numa coisa você tem que concordar comigo, nós sucubi, não recebemos mérito nenhum sobre o nosso trabalho. Nenhum pingo de reconhecimento. Já vocês, incubi, possuem lendas e mitos só para vocês."

"Vocês tem fama de galinha, nós de boto! O mérito nunca vem para nós mesmos, sempre para um outro cara vestido de branco e de chapéu. Hoje em dia se eu usasse chapéu jamais chegaria a metade da meta.... Ah minha meta, vou ter que me explicar pro supervisor do departamento!"

"Sabe qual o seu problema? Parece que você mesmo esta a procura de uma paixão, você espera muito das mulheres! Vá a um baile funk e coma todas e pronto!"

"Mas o meu trabalho não é transar. É fazê-las pensar em mim, se lembrar de mim, eventualmente carregarem com elas o meu fruto e esquecerem-se que existem outras pessoas para amar."

"Tinha me esquecido da diferença de trabalho entre uma sucubus e um incubus... É, sinto muito Maurício. Homens parecem incapazes de amar, mesmo a mim que tenho poderes para tal"

"Seu sarcasmo é muito claro, errei em algum ponto?"

"Claro que sim, né Maurício. Se você acha que nosso trabalho é facilitado por que homens não amam, ou até mesmo acha que nossos trabalhos são diferentes, esta muito enganado. Isto só torna o trabalho das sucubi mais difícil ainda. Sabe como é difícil encontrar um homem que tenha esse potencial para amar? Para depois então tirarmos tudo dele?"

"Mas uma coisa, Sofia, você tem que aceitar, homens com este potencial são poucos, mulheres aos montes, mas conseguir conquistar homens é muito mais fácil que mulheres."

"Você que continua indo aos locais errados! Você deve gostar de não cumprir a meta."

Ninguém continuou a conversa, então foi cada um para seu lado.

28 de jan. de 2012

Meu Rage Comic!

Ok, a história não tem mistério algum! Quem me conhece direito (minha mãe e minha namorada) sabe que eu sou meio que viciado em danette branco. Acho uma maravilha, e quando tenho disponível é um deleite!

Estou de férias em fortaleza com minha mãe, e minha vó. Acontece que tem esta tia que nunca gostei, que é freira, e é gulosa pra caralho. Ela só come e vê televisão!

Para vocês terem noção, antes do almoço ela está na cozinha, fazendo o que? comendo oras. Depois ela vai pra mesa e se serve cerca de 3 vezes, então ela volta pra cozinha e come mais. Aí fica estufada. Com este mal estar, ela decide tomar chá de casca de laranja. O que, por sua vez, corroi tudo (em outras palavras, faz a digestão por ela), então ela novamente fica com fome e volta a comer "escondida" na cozinha.

Ela é freira, e gorda. Eu NÃO ACEITO QUE FREIRAS SEJAM GORDAS. A lógica é bem simples, elas seguem por certos princípios, não quero que elas possuam todas as 7 virtudes divinas, mas pelo menos quero que elas não compartilhem de nenhum dos 7 pecados mortais. Gula é um deles. Por que freiras são gordas? vou te dizer, elas não fazem porra nenhuma. Apenas as noviças fazem todo o serviço, as freira só são servidas. O engraçado é que esta minha tia freira é aposentada e veio pra cá de férias.

COMO ASSIM CARALHOOOOOOOOOOOOOOOO???????????????? Ser freira é uma profissão da qual se aposenta? ela nunca pagou inss isso eu te asseguro, não deveria ter esse direito se ela não compriu com o dever do trabalhador.

Aceitando que freiras se aposentam (isso é ridiculo) mas vamos lá, como assim alguém aposentado tira férias???? vai me dizer que ela também tem direito a 13º? vai tomar no meio do...........

Outra coisa que me incomoda muito em minha tia é que ela não ajuda em porra nenhuma. Só come, caga (e faz questão de sujar o banheiro todo.. tenha medo do cesto de lixo, porque ela não esconde que limpou a bunda porcamente) e dorme, ahhh ia me esquecendo, abre power point no computador no último volume com mensagens sobre "O sentido da vida", o que eventualmente acaba acordando minha vó. mas deixemos isso de lado!

Outro dia estavamos minha mãe e eu na cozinha, preparando o almoço, lavando louça, enfim, coisas que temos que fazer quando não temos empregada, o que sempre acontece na folga dela, que é no final de semana, uma vez que não há mais escravidão as claras e todos tem direito ao seu devido descanso. Quando tinhamos concluído tudo, aparece minha tia freira e diz "precisam de ajuda?" ¬¬

Minha mãe com toda calma do mundo disse "de direções à cuidadora da mamãe porque ela é nova no serviço"

"ahh isso eu não sei fazer não, tem que ser com você"

Puta que pariu, aparece tarde pq sabe que na cozinha não terá mais nada pra fazer, e se lhe damos algo pra fazer ela não sabe... não sabe dizer pra moça como segurar na mão da vovó? como andar calmamente? como conversar? Porra vai tomar no cu freira desgraçada inútil.........

Chega de ira, já falei muito... agora o quadrinho irá falar por sí mesmo...

27 de jan. de 2012

A paixão desenfreada

Após três meses, Mariana sabia o que aquele enjôo significava. Mas eles haviam usado camisinha aquele dia na praia. Maurício a entregou assim que ela perguntou, ela mesma colocou a camisinha nele. Será que a camisinha havia furado? Ela não sabia, Maurício não acusou isto nenhuma vez naquela noite. Poderia ter sido para não preocupa-la, não, a camisinha não estourou, mas pode ser que tenha uma pequena chance dessas coisas acontecerem. Sua paixão por Maurício já subira para um novo nível, e o que ela pensava sentir agora era amor, o mais intenso amor. Se ela não iria ver Maurício novamente, isso só o tempo diria, mas o sangue do sangue dele agora estava em seu corpo. Isso não foi obra do acaso, isso foi destino.

Mariana ganhava a vida no circo, fazia malabares, andava na corda bamba, lia mãos e cartas. Também fazia piercings e tatuagens, sempre garantindo seu dinheiro extra para sobreviver. Ia ser difícil ter um filho com essa idade, mas o amor não iria deixar que nada impedisse. Ser mãe solteira também não seria fácil, mas tinha um rapaz no circo que gostava dela, será que ele casaria com ela? E depressa, antes que a barriga crescesse? Não, ela queria se guardar para o único homem que a fez se sentir viva. Mesmo que isso levasse uma vida inteira, de alguma forma ela achava que aquele bebe que ela carregava, um dia iria trazer o pai de volta.

20 de jan. de 2012

A apaixonada

A melancolia cercava seus pensamentos. A solidão que voltara a experiênciar era desoladora. Não agüentava aquele sentimento, aquela saudade tão repentina, tão apressada. As meninas no carro percebiam o vôo diurno de seus sonhos acordados, aproveitavam para tirar sarro, mas ela sabia que o ue elas sentiam era uma verdadeira inveja. Era o que ela sentiria caso a coisa tivesse se dado com uma das outras.

Sua ultima noite na praia fôra perfeita, a lua brilhava forte e alta, iluminava todos ao redor. A fogueira aquecia os corpos, copos e corações. A música era gentil com os ouvidos, mesmo apesar do volume elevado, e levava qualquer um a dançar com o ritmo em perfeita sincronia. Um homem jovem, por volta de seus vinte anos foi com ela dançar, e ela já sabia o que ele esperava. Que homem não seria sensível o suficiente para saber que mulheres não pensam só em sexo, uma boa dança, uma boa conversa, e, talvez o mais importante, um bom beijo. Mas ele era bonito, divertido e extrovertido. Muito diferente de outro rapaz, que estava desde cedo na mesma praia, porém sem dançar, nem perto da fogueira. Ele chamou sua atenção por estar simplesmente parado, longe de tudo e de todos, olhando para o mar e para a lua, como se eles três fossem velhos amigos. Roberto era o nome do jovem que estava com ela, ele estava também na companhia de alguns amigos, vinham de Natal e estavam aproveitando o final de semana nesta praia que mais parecia um paraíso turístico, muita bebida, muita festa e muitas mulheres, eles também não haviam se esquecido da maconha fácil que poderiam conseguir ali. Mariana estava com Roberto, logo seus amigos Breno e Alex e juntaram e Rafael um vendedor de baseados parou perto deles e vendeu-lhes um enrolado por 15 reais.

Mariana só pensava no quanto eles eram burros de comprar um cigarro de maconha por tanto dinheiro, mesmo nunca tendo fumado, ela conhecia muitos que o faziam e sabia que mesmo naquela cidade pequena não deveria ser mais do que 2 reais um baseado. Aquele garoto que olhava o mar e o luar passou perto e Rafael lhe cumprimentou com firmeza, falaram alguma coisa que ela não ouviu, até porque estava ocupada beijando Roberto. Rafael mandou que os outros dessem uma puxada para o cara que antes de tudo se apresentou a todos: "boa noite, sou o Maurício, prazer!". Tentou puxar conversa mas estavam todos os jovens apressados para fumar, Roberto nem se apresentou para o homem que acabara de chegar à roda, mas Mariana já havia parado de prestar atenção no homem que só queria saber de comê-la e se apresentou a Maurício como de costume, os dois beijos um em cada bochecha, terminando com um "prazer". 

Aquele homem misterioso que apareceu em sua noite foi o que faltava para tudo ficar melhor ainda, Roberto só a enchia o saco e os outros, ela nem conhecia direito. Maurício, Maurício não, ele era, o que ela mesmo falou para ele, um homem de verdade. Quieto, porém a entendia e compreendia perfeitamente, era como se ele estivesse ali só para ela. Ele era bonito, inteligente e a fazia rir. Roberto ainda apareceu umas duas vezes, nas duas vezes Maurício se retirou, era como se ele agisse de acordo com um código, isso o deixava ainda mais irresistível. Quando ficaram a sós ela lhe ofereceu uma bala, depois de muita conversa essa foi a primeira demonstração de paixão de sua parte, e ele com a língua passando em sua mão pegou as balas e com um beijo lhe passou uma das duas. Neste ponto ela já estava a mil, dois anos sem ninguém, dois anos, aproveitando o piercing que havia colocado no clitoris, se guardando para alguém especial, tinha medo de se machucar, mas ele era perfeito. "vamos ali comigo que eu quero fazer xixi" foi o que ela disse, não havia banheiro na barraca do luau mas era só se afastar para uma das barracas por perto e fazer ali mesmo, no escuro e solitário vão entre as barracas. Maurício a guiou para bem longe, ele falou que ele mesmo não gosta de fazer xixi perto de outros. Depois que ela terminou ele a puxou e o mundo caiu. Depois de dois anos ela não imaginaria que fosse gozar tão intensamente, tão repetidamente, ainda mais assim, na primeira noite com alguém, na praia, em baixo de uma barraca, à luz do luar.

A noite acabou, ele foi dormir e ela foi para o carro viajar. Algo dizia em seu coração que ela jamais encontraria aquele homem de verdade, e só restava a ela a nostalgia do momento. As meninas no carro poderiam dizer qualquer coisa, mas elas também viram o homem, também conversaram com o homem, todas se apaixonaram pelo homem. Maurício O Incubus.

15 de jan. de 2012

Memórias de um Incubus

Galera, aff quem estou querendo enganar, ninguém mais lê esse blog mesmo, nem eu entro mais aqui direito.......

Enfim, vou dizer pra mim mesmo escrevendo comp se tivessem varias pessoas lendo. Mesmo que isso soe improvável.

Bolei esse personagem já tem muito tempo, mas nunca falei dele pra ninguém, ninguém mesmo, e nunca tinha escrito nada, nada mesmo. Hoje eu escrevi uma história que me veio a cabeça e achei legal, mas não vou postar ela aqui ainda não. Deixa isso pra depois, quando eu tiver mais coisas já escritas.

Sobre a aventura de calcada eu parei, tinha bolado muita coisa bacana, muita coisa ficou escrita a mão mesmo, mas se alguém tiver a fim de ler me enviem um email que posso mandar a aventura por lá, quem sabe assim ela não fica publicada em algum lugar que alguém leia. Ah esqueci, ninguém lê isso aqui, então ninguém vai pedir por email mesmo.... Ms tudo bem, num futuro distante quem sabe?....?..

Essa história que pretendo colocar aqui é sobre Maurício. Ele é um Incubus. Pra quem não sabe se trata de um demônio que xaveca a mulherada, quem quiser mais detalhes procura na Wikipédia ou no Google. Hahaha. Como um boto, um Zé pilintra ou até mesmo o diabo, como já o descreveram um vez. A primeira história que escrevi é sobre uma menina chamada Mariana que se apaixonou por ele. Penso em fazer uma continuação ainda dessa parte. Mas o que achei mais divertido foi escrever um manual sobre como ser um Incubus ou uma sucubus. Esporadicamente colocarei essas coisas aqui, mas queria ver se alguém ainda lê isso aqui........

Vlw galera ( com isso quero dizer eu mesmo, pq ninguém mais lê isso aqui)

5 de jul. de 2011

Loops incríveis

vamos lá galera, a internet está cheia de coisas bizarras e quero divulgar para o máximo de pessoas possível (certo que esse blog não é a melhor forma de 'divulgar para o máximo de pessoas possível' mas to tentando fazer meu trabalho aqui neh galera)

enfim, quem aqui ainda não conhece o maravilhoso nyan cat? ele adora doces e voa pelo céu cagando arco-iris. uhuuuuu



e mais retardo ainda temos o lalalalalalalalalalalalalala. procurem no google, pq o vídeo do youtube ta uma merda e curto....



e quem se lembra do "you got rick'rolld" hahaha, temos algo muito melhor e muito mais viciante, o nosso querido epic sax guy.



sem falar do monte de putaria que podemos encontrar na net em loop, procurem e encontrem por própria conta e risco, esses que passei para vocês são os lights.

O melhor do lalalalalala e do nyan cat é que eles possuem site próprio, que fica com um contador para você avaliar a quanto tempo o seu cérebro está derretendo. ^^

fiquem com os sites e tentem bater o recorde. (o do nyan cat você pode postar no face ou twitter!!!!)

http://nyan.cat/

http://www.lalalalalalalalalalalalalalalalalala.com/

mas o épic sax guy tem um vídeo no youtube com loop de 10 horas... quem aguenta???^^

1 de jul. de 2011

O andar da filosofia



TENHA MEDO, MUITO MEDO.

3 de jun. de 2011

Vigilia do sono

A noite passa lentamente para aqueles que anseiam logo pelo seu fim. Imagine como deveria ser para Periquito, que além disso desejava logo a chegada da próxima noite. Ele não conseguia dormir, e jogar Fly4Fun não parecia satisfazer-lhe. Sua gaveta chamava sua atenção, não tirava da mente que era nela que estava guardado o caderno. Nem prestava atenção no jogo, nem na televisão e muito menos na música que tocava. Era estranho que tudo na cidade havia mudado mas haviam certas tecnologias que ainda eram muito presentes na vida das pessoas; computadores, celulares, televisores, enfim uma série de coisas que hoje são "necessárias" para viver em sociedade. Mas todos estes ítens nesta noite foram se modificando.

Pedro estava muito incomodado com a mudança no mundo não ser completa. "Não pode haver meio termo, seremos verdadeiramente livres das correntes virtuais que nos prendem a essa perda de valores e seguiremos numa vida civilizada e harmoniosa". Isso foi o que Pedro escrevêra no caderno sem nem se dar conta do mundo externo à sua volta. Quando Nathalia se deu conta de onde Pedro estava a escrever já era tarde mas ainda assim ela pôde contatar o amigo.

Um toque nostálgico soou no quarto de Periquito, um telefone muito antigo tomou o lugar de seu telefone no quarto. Seu celular? Este tomou a forma de um kit (uma incrível mini fogueira com seu isqueiro e tapete para fazer os sinais de fumaça com maior qualidade, compre já o seu). Pedro com certeza estranhou o toque que o havia despertado de seu transe. Mas ele sabia que aquilo era um telefone, mesmo parecendo uma peça de museu amish.

"Porra Piriquito, o que foi que você escreveu nesse caderno?" Nathalia estava furiosa ao telefone.
"Não sei, tava aqui sonhando acordado... Você já conseguiu dormir de olhos abertos? Essa foi minha terceira vez - pelo menos a terceira que percebo".
"Pedro, foco aqui. Tava numa boa monitorando sua insonia quando a minha televisão virou um espelho mágico, o computador parece um baú mecânico que solta mais fumaça que a primeira locomotiva da estrada de ferro madeira mamore, e nem me faça falar do meu celular. Leia logo a merda que você escreveu nessa bagaça".
"Hum, deixa eu ver aqui...". Pedro deu uma olhada pelo quarto mas estava difícil de ver pois a luz do lampião que agora iluminava seu quarto era muito fraca. "Ah achei. Er... Isso aqui não foi muito bom não. Tem certeza que quer saber?"
"Anda logo Periquito".
"'Não pode haver meio termo, seremos verdadeiramente livres das correntes virtuais que nos prendem a essa perda de valores e seguiremos numa vida civilizada e harmoniosa'. Mas eu não me lembro de ter escrito isso não. Ih". Isso só podia significar uma coisa para Pedro. Era ele de fato que estava causando aquelas mudanças, como prova ele tinha anotado e presenciado a última delas. "Isso deve significar que o Luis não precisa mais vir aqui amnhã. Já temos a resposta".
"Claro que não Piriquitu. Isso só quer dizer que você tem poder para fazer essas mudanças. Mas você usou o seu próprio caderno e não um outro que talves contenha as mudanças que ocorreram antes. O Suisso ainda vai aí amanha e vamos ainda descobrir mais coisas".
"Isso é um grande alívio. Parece que a câmera transformou-se em um olho engarrafado... Você ainda consegue me monitorar?"
"Conigo sim. O que era tecnologia parece ter se tornardo alguma espécie de magia. Mas ainda mantenho contato com esses ítens. Tenho que repensar agora como vou fazer um comunicador para o Luis. E você, vá dormir, já está muito tarde e eu também estou com sono. Boa noite".
"Bem, estou sem sono ainda. Mas mesmo assim, boa noite".

E assim mais modificações foram acontecendo na fabulosa terra de Rondônia e mais uma noite chegava ao fim, com uma pessoa que não conseguiu dormir e ficou lendo um caderno que não conseguia entender.

10 de fev. de 2011

alien swarm

galeraaaaa urgente....
pra quem não sabe existe um programa de venda de jogos chamado steam.
você não paga nada pelo programa nem pra fazer inscrição, inclusive ali você encontra diversos jogos gratuitos; entre eles está alien swarm

eu estou até sem palavras após ver um vídeo. mas vou tentar falar da mesma forma.

o jogo é bem simples e conta com um sistema bem elaborado de 3rd person shooting.
Se você não gosta de tiros em terceira pessoa, não se preocupe e continue lendo isso... serei breve

o jogo vicia, sério mesmo. muito foda....
experimentem e me digam depois e se você é daqueles que só joga cs... não tem problema mermão. escrevendo os comandos "firstperson" ¬ "asw_hide_marine 1" ¬ "asw_controls 0" voc~e pode aproveitar um ótimo fps gratuito e com muitos jogadores on line...

cheque o vídeo

e tem mais... se você curte Left 4 Dead vai se amarrar no comando "asw_horde_override 1". isto habilita um diretor de AI para que os aliens fiquem mais parecidos em seus atos como a horda de l4d.....

venham para a steam, e descubram um mundo maravilhoso de jogos e jogatinas.... uhuuuuuuuu

agora vou dormir. boa noite!

7 de fev. de 2011

Sono

Seria muito sensato Pedro assumir agora que na realidade ele é quem causou toda esta "destruição" em Porto Velho, se assim quiser chamar mas, ele só poderia realmente descobrir com a ajuda de seus amigos. Convenhamos que o que ele está interessado é em ser realmente o vilão e destruir a humanidade com no anime "X", mas no fundo ele é bom. Será?

Se foi ele que fez alguma dessas coisas só pode ser enquanto ele permaneça inconsciente, uma vez que ele não se lembra de ter feito nada disso, até porque ele ainda não assumiu ser esquizofrênico. Bem... estamos inconscientes enquanto dormimos, sonhamos e tudo o mais que fazemos enquanto estamos inertes em nossas camas, isso foi o que ele assumiu se lembrando do filme "clube da luta" que o fez ter tal suposição. Então tudo que ele precisaria era de alguém que vigiasse seu sono. Se algo acontecesse enquanto ele dorme e não foi ele que fez então ele é inocente. Simples assim.

— Aí pessoal eu vou precisar da ajuda de vocês.
— Fala Periquito, que cê ta precisando?
— Eu preciso que alguém vigie meu sono. Sabe essas coisas que estão acontecendo pela cidade? As pessoas desaparecem, novas transformações acontecem, a cada dia a cidade está mais sombria, parece que só a destruição reina nesta terra!
— Sim, e o que você tem a ver com isso tudo?
— Então galera, eu acho que eu tô causando isso tudo.
O grupo ameaçou rir da cara dele mas se segurou um pouco mais, na realidade fazia sentido, até porque ele tinha um caderno foda que fazia quase tudo.
— Pedro, você já deu uma olhada no caderno? Ver se tem algo escrito nele sobre esses acontecimentos.
Com uma decepção em sua cara Pedro confirmou com o grupo — Não tem nada escrito no caderno, mas sei lá gente, vai que eu arrumei outro caderno, ou vai que eu faça de outra maneira. Tudo que encontrei no caderno foi uma citação a um tal de Senhor TOM, eu sei que isso parece ridículo, e é ridículo, mas eu acho que esse Senhor TOM é o tal Senhor de Todo O Mal, é a unica relação que consigo encontrar. Vai que fui eu seu criador?
— Ok, ok. A gente pode vigiar seu sono, mas e aí? Se for realmente você? Ou se não for? Que você vai fazer? O que a gente faz?
— Eu não sei ó galera, mas pelo menos quero tirar esse peso. Só tirar a dúvida.
— Esta certo, como você dorme pra caralho não vai ser difícil. Vamos fazer um churrasco que você apaga de qualquer maneira mesmo — os amigos todos se lembraram das várias vezes que Periquito dormiu nos encontros, ele já dormiu na casa de cada um deles, simplesmente abaixava a cara e apagava. Foi chamado de soninho por alguns. Houve inclusive uma vez que ele dormiu por sua pressão baixa, a festa era na casa do Miudo, Pedro levou dois tapetes de dança de DDR e ficou dançando horas, esqueceu de comer de beber, até que chegou uma hora que ele se virou pra todos e falou "ei, não tô legal não ó". Motivo de riso para todos ali. Deitou no sofá e apagou, o Betinho ainda o sacaneou jogando gelo em cima do cara.

Mas não ia ser realmente em um churrasco que eles iam vigiar o sono de Pedro. Chegaram em sua casa por volta das 9 da noite, e Pedro estava ao computador, que ainda era relativamente bom, em pensar que quando ele comprou os amigos brincaram dizendo que era a NASA, de fato era um computador muito bom, quando ele comprou, agora totalmente obsoleto. Ele não foi dormir assim que seus amigos chegaram, ainda não estava com sono e seria uma "puta falta de secanagem" com os amigos, conversaram bastante enquanto Suisso estava no PC jogando CS, Paulo também havia trazido consigo um livro de medicina, ele realmente estava interessado logo no começo da faculdade. O caderno de Pedro estava na mesa, logo ao lado da cama e o amigo deu boa noite para os dois amigos que lá estavam, Paulo e Suisso. A noite foi longa, Pedro não tem idéia do que os dois ficaram fazendo, acordou de manhã às 6. Suisso estava com os olhos vermelhor de tanto dar headshots e Paulo estava apagado com a cara no livro.

— E aí Suisso, como foi a noite?
— Consegui 374/17!
— Caralhoooooooooooooo... Como assim você só morreu 17 vezes e conseguiu matar tantos?
— É que a fase era só faquinha.
— Puta que pariu Suisso, muito viciado. E aconteceu alguma coisa de noite?
— Não reparei, tava muito ocupado com o jogo.
Com um olhar de desaprovação Pedro saiu do quarto e foi falar com o Gordo — Acorda Paulo, me diz uma coisa você percebeu algo estranho essa noite comigo?
— Huh? Quê? — Paulo ainda estava acordando — Não, eu fiquei aqui na sala estudando, o Suisso que tava no teu quarto. Pergunta pra ele pô!
— Aff, não serviu de nada isso. Pelo menos vamo ver mais tarde se aconteceu algum desaparecimento a mais, ou se a cidade mudou alguma coisa.

Nada havia acontecido na cidade, a não ser o vento que soprava suavemente espalhando o calor pela cidade. As árvores continuavam da mesma altura, a moto de Pedro ainda era a mesma onça pintada e a cipovia não havia tido nenhuma mudança. Aparentemente ninguém desapareceu e estava tudo normal. Pedro ainda duvidava de si. Ligou para Dexter, quem atendeu foi a sua irmã.

— E aí Nathalia como estão as coisas?
— Hmmm, Albertinho ta viciado no pc aqui... ele acha que consegue fazer muitas coisas! — e deu uma risada com um ar de superioridade — Mas e aí como foi a noite?
— Bem ninguém conseguiu prestar atenção em nada. O Luis ficou jogando CS a noite toda e deve ter batido um recorde mundial, já o Paulo não sei até que horas ele ficou acordado, ele ficou na sala estudando.
— Você tem uma web-cam por acaso Periquito?
— Tenho uma jurássica aqui, não deve servir pra nada mais. Por que?
— Eu e o Alberto podemos monitorar seu quarto a distância.
— Puta que pariu. E por que vocês não falaram antes?
— Bem... o Albertinho só me contou depois sobre esse negócio de te vigiar dormindo, ele não tinha pensado nisso.
— Porra, mas vem cá. Minha câmera não capta nada sem luz. Como vocês pretendem arrumar o equipamento pra funcionar?
— Se preocupa não, vem aqui em casa, trás a cam! Ok?
— Ta certo, até mais!

Chegando na casa dos irmão nerds (ativar; Forma de controle remoto; Forma de um balde de água Oo WTF), Pedro tocou o interfone.
— Oi — Alberto foi quem atendeu desta vez.
— Olá, é aqui a Dex informática, assistência eletrônica? — Periquito brincou.
— Não é não. — disse Alberto com uma voz distante.
— Ah, então eu vou embora. Er... obrigado.
Pouco tempo depois Alberto abriu o portão.
— E aí Dex, tranquilo?
— Em paz, minha irmã falou que você estava vindo.
— Pois é, eu trouxe a câmera pra ver o que pode ser feito nela.
— A gente pode jogar no lixo.
— Valeu...

Chegando no quarto de Alberto, ele próprio abriu uma cortina dentro de seu quarto. A cortina não cobria a janela mas uma passagem secreta para um corredor subterrâneo onde os três desceram por um escorrega e aterrissaram em um grande quarto todo coberto em inox, com muitos experimentos e computadores gigantes espalhados. "É, ele faz jus ao apelido" foi o que Pedro pensou. Ele sabia que a cortina não cobria uma janela, mas ele achava que era somente uma pequena área do quarto inaproveitada, pensamento inocente da parte dele.

Alberto pegou a câmera e a conectou a um computador, realmente era um aparelho completamente obsoleto, mas ainda tinha salvação. Abriu a peça e soldou algumas coisas no chip (que o Pedro não queria dar a ele), além de instalar um sistema de percepção de calor. Realmente agora não tinha como deixar de perceber algo estranho a noite. "Pronto Pedro, já acoplei tudo pra sua câmera funcionar, agora só falta conectá-la na rede". "Isso pode deixar que eu faço." Falou a irmã mais velha do jovem nerd. Ainda com a câmera aberta Nathalia simplesmente acoplou uma peça que nem parecia ser eletrônica. Parecia mais um cabelo enrolado com uma ponta mais grossa que o resto do fio. Aparentemente aquilo poderia servir como uma antena.

— Agora é só ligar ao computador ou qualquer outra fonte de energia via usb que eu fico de olho em você a todo tempo. Também vamos criar um banco de dados para conferir acontecimentos pela cidade e ver se pode ter alguma relação com sua atividade noturna.
— Nossa... não tenho nem palavras. Er, obrigado então.

Em casa, Pedro conectou o cabo usb da câmera no pc e ligou este. Ficou um pouco na internet. Jogou um pouco de Fly4Fun só para ficar voando pelo mapa. Aquele jogo era a melhor coisa que havia para relaxar. Ficava voando horas e horas, sem matar ninguém e sem completar nenhuma quest. O jogo era divertido apenas pelo vôo. Logo depois foi dormir. A noite foi tranqüila e nada aconteceu de mais. Nem na cidade. O que era mais um motivo para Pedro ficar preocupado. Justamente quando ele estava sendo vigiado pararam de acontecer os desaparecimentos e as mudanças na cidade. O seu inconsciente com certeza deveria estar ciente (???) de que ele estava sendo vigiado e parado os atos.

Por sorte não foram muitas noites sem nada acontecer. Em uma certa noite por volta das 3 e 15 da madrugada Pedro levantou de súbito, mas ele estava visivelmente acordado. Ele não entendia direito o que estava acontecendo, levantou num susto mas não estava tendo pesadelos, inclusive mesmo se estivesse ele sabia que ia sacar logo que era um pesadelo e ia parar de sonhar aquilo, provavelmente era assim com qualquer pessoa já mais velha. Ele simplesmente ligou a TV e estava passando uma entrevista com uma mulher que se dizia medium e que via e falava com fantasmas. Ela havia freqüentado a Escola de Ensino Medium. "Que idiotice". E logo voltou a dormir.

Na manhã seguinte Nathalia o encontrou no msn.

Sobralzinha disse: Ei periquito o q foi aquilo essa noite?
Periquito8 disse: sei lá, acordei meio do nada, mó estranho...
Periquito8 disse: fiquei sem entender nada, mais estranho ainda foi o que vi na tv depois.
Sobralzinha disse: o pedro, o luis tava procurando eu e o alberto pra saber como tava a vigia, falei pra ele que não tinha nada de mais. Acho bom vc falar com ele, parecia que ele tinha algo importante pra falar.
Periquito8 disse: tranquilo, dexa eu ver aqui se ele ta on.
Periquito8 disse: ahh ele ta aqui, vou chamar pra conversa.
Suisso_obj foi adicionado à conversa
Periquito8 disse: e aí suisso.
Suisso_obj disse: fala aew zé ruela. Tudo tranquilo?
Sobralzinha disse: olá suisso. Falei pro pedro que vc tava querendo saber como tava indo a vigia.
Suisso_obj disse: ahh é. sabe aqueles dois garotos que ficam me seguindo... eles agora tão me falando que tem um meio de eu descobrir se é vc mesmo que ta fazendo isso tudo sem precisar perder tanto tempo.
Periquito8 disse: Oo, e como seria isso?
Sobralzinha disse: só se ele entrar na sua cabeça...
Suisso_obj disse: é mais ou menos isso que eu vou fazer, só que de qualquer forma tem que ser durante o seu sono.
Periquito8 disse: hmmm ok. Quero tirar isso a limpo o quanto antes. Quando vc pode passar aqui então?????
Suisso_obj disse: hoje ñ da não pq ja ta tarde e tmbm vou fazer uns negócio pra minha mãe aqui... mas pode ser amanhã.
Periquito8 disse: ok, amanhã então a gente tira logo essa dúvida.. e se for eu me afoguem no rio madeira que eu já não aguento mais isso.

De tão ansioso Pedro não conseguia dormir e voltou a jogar F4F, mas como seu relógio biológico ainda não estava preparado para noites em claro ele acordou na manhã seguinte com a face cheia de marcas de teclas. Aquele seria um outro dia, um outro capitulo.