2 de jul. de 2009

Wii for women

Como eu senti a necessidade de divulgar esse vídeo, assim como um colega que me passou, eis me aqui para fazer os calçaderos rirem.



Como mulher, digo parabéns pela criatividade do povo e o resto.. sem comentários
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

xDD

23 de jun. de 2009

Dorama

Olá calçaderos!!

Hoje venho com uma sugestão. Quem me conhece, sabe que eu gosto de animes e mangás. Recentemente, um colega me falou de doramas e resolvi assistir. Gostei muito e agora vou recomendar a vcs.

Papa to musume no nanokakan

Dorama

É uma comédia sobre a familia Kawahara, onde pai e filha trocam de corpo. Sem escolha, eles acabam trocando de vida. Não darei spoilers ... hehehehe. Vale a pena assistir.

ja nee
=**

14 de jun. de 2009

Wii News xD

Hello guys!!

Estava desaparecida mas voltei.E retorno com uma boa notícia.
A Nintendo, durante a E3, mostrou algumas novidades. Quem estiver interessado, pesquise pq vale a pena ver o q vem por ai.
Para amantes viciados que nem eu, irão adorar esta em particular.

^^

5 de jun. de 2009

Mega Flute Skills

aí pessoal...minha vez de contribuir...
taí um carinha q manda bem demais na flauta transversa...
quem não viu vai gostar e quem já viu vê de novo que é legal...

1 de jun. de 2009

esqueiro hackeado! (cheats owned)

cara eu ri muito
me lembrou um FPS, muito loco
uahauahauha
se ue fosse designer de games eu faria um jogo surtado assiM!!!! uhauahauahauahuaha

23 de mai. de 2009

Feliz Niver

Hoje é dia de festa! Mais um pedaço de bolo pra guardarem pra mim xD

Desejo, assim como todos do Calçaderos, felicidades para Aldo ^^
muita saúde... juizo... muito dinheiro... muitos doces (em vasilhas de plástico)...




PS: Ei, onde vai ser a festa supresa?? heuheueheuheuhe...

21 de mai. de 2009

Lego procura emprego

Salve salve galera calçadera, enquanto o periquito num da sequencia à história vamos ao nosso intervalo comercial ^^. O video de hoje mostra que a crise ja atingiu até mesmo os pobres legos, que estão tendo que sair a procura de emprego e tudo mais... Confiram!



PS: Na verdade o video é sobre um suposto trote telefonico, mas eu dei uma "adaptada" ^^

18 de mai. de 2009

Matrix

Bom, ainda procuro algo bem interessante. Lembrei desse vídeo e resolvi colocá-lo, pois talvez vcs não conheçam. Enfim, acho q todos são nerds suficientes pra entender xD

8 de mai. de 2009

Descobertas - V - Do Inimigo

Enquanto Pedro acelerava em sua moto, mais o sol subia. Mais calor dentro de seu corpo ele sentia, percebia que seus reflexos estavam aguçados. Acabara de acordar e sentia que tinha energia suficiente para escalar uma montanha, caso houvesse uma em Porto Velho. Nas ruas ainda haviam muitos carros virados, muitas placas caídas, mas nada que o atrapalhasse tanto. Os guinchos haviam retirado uma parte dos carros que atrapalhavam a circulação, e com sua moto ele podia desviar facilmente de qualquer coisa que aparecesse no meio do caminho.

Sua jaqueta de couro balançava ao vento, seu capacete estava firme na cabeça, sua mão puxava o acelerador, e ele seguia para Oeste da cidade, em direção ao rio. Com espanto observou uma nuvem negra formada à sua frente. Seguia para a cachoeira do St. Antônio e era lá onde a escuridão da nuvem se formava. Como um escudo para a luz. Freou a sua moto, observou ao seu redor, estava nesse momento parado na esquina da rua do 5º BEC com a rua que levava ao cemitério. Desceu da moto e procurou algo resistente para carregar consigo, algo como um toco de madeira, com o que poderia se proteger caso alguma coisa viesse a acontecer. Não teve que procurar muito, logo encontrou um galho caído, deu umas batidas com o galho nas árvores para ver sua resistência. A força da batida fez a árvore estremecer deixando cair gotas de orvalho sobre o chão. Esse galho serviria bem.

Prendeu o galho na lateral de sua moto, deixando-o fácil de ser retirado, caso necessitasse. Subiu em sua moto e voltou a acelerar. Quanto mais próximo de seu destino chegava, mais escuro ficava. O céu não demonstrava nenhum sinal de luz, o sol que o aquecia anteriormente não era mais visível, e cada vez ficava mais e mais frio. Ligou a luz alta da moto e continuou seguindo, quando observou um vulto atravessando a rua. Parecia uma pessoa, mas logo entrou na floresta. Pedro diminuiu a velocidade tentou observar melhor as coisas a sua volta, ao invés de focar em um só ponto, olhava tudo. A mata estava muito densa para conseguir enxergar, mas a rua além de ser iluminada pela sua moto ainda era visível. Outro vulto passou às suas costas. Sentiu um calafrio subir-lhe a espinha, seus pelos todos arrepiaram-se, o cheiro de orvalho penetrava-lhe as narinas, misturava-se com o cheiro de mato e materiais em decomposição. Sua pupila dilatou, seu coração começou a bater mais forte.

Um terceiro vulto passou pelo seu lado, dentro da mata. O barulho de galhos se quebrando ao serem pisados fez com que uma quantidade de adrenalina fosse injetada no seu sangue. O sangue de Pedro agora fervia, ele estava preparado para qualquer coisa que aparecesse, não ouvia o motor de sua moto, apenas as coisas ao redor. Algo saiu da floresta, com os braços levantados para pega-lo. Pedro acelerou a moto para cima do que parecia ser uma pessoa possuída por algo sobrenatural. Freou e fez com que a moto derrapasse na lateral, sua roda traseira foi de encontro ao ser estranho, derrubando-o. Outras pessoas apareceram a sua volta. Periquito empinou a moto, como o faz um cavalo preparado para a guerra. Puxou o galho com sua mão esquerda e levantou-o como um guerreiro levanta sua espada sagrada. A moto foi de encontro a um dos seres, atropelou-o, e Pedro acertou um terceiro com seu taco.

Desceu da moto já preparando o apoio da moto para que ela não caísse, enquanto mais barulho vinha da mata. Observou as coisas que o atacaram, o cheiro era forte, de corpos em decomposição, estavam todos bem vestidos, apesar de a roupa estar toda rasgada, dava para perceber que vestiam um traje social, os homens com terno, as mulheres de vestido. Seus rostos lembravam zumbis, se sentiu como em um jogo. Mas dessa vez ele não era um personagem, era real. Com o taco virado para baixo, fincou na cabeça do caído mais próximo, já puxava a arma para pegar impulso e atacar os outros que chegavam, não eram fortes, mas eram muitos, e com certeza muito persistentes. Só paravam depois que quebrava-lhes o pescoço ou a cabeça era praticamente destruída. Após o 6º percebeu que mais e mais continuariam a vir, com um golpe giratório afugentou alguns. Subiu de volta em sua moto, e saiu derrapando rua acima, continuou seguindo em direção ao cemitério.

Um raio iluminou toda a área, à sua frente havia uma legião de zumbis, com sua visão aguçada percebeu por trás deles, acima de uma mureta, equilibrando-se uma garota, vestida de preto, com maquiagem reforçada nos olhos, um batom preto nos lábios, e ela observava tudo calmamente. Os zumbis se aproximando, mais de 200 mortos vivos à sua frente, a menina começou a sorrir e saltou, alto e longe o suficiente para passar todos os zumbis, e cair bem à frente deles.

— Ainda não não é a hora de mortais aqui para incomodar a gente — Sorriu e seguiu em direção aos zumbis, eles abriram passagem para ela e começaram a correr ferozes para cima de Pedro. Periquito deu meia volta com sua moto quando percebeu que atrás dele haviam mais chegando estava rodeado de monstros, uns 500 corpos já estavam ali na rua, acelerou com o taco em sua mão usando-o como uma lança. Qualquer um que estivesse a sua frente seria estraçalhado ele tinha que sair de lá com vida, tinha que encontrar seus amigos.

Uma força de dentro de seu espírito feê-lo gritar, um grito que inspiraria qualquer um em uma batalha. Seu grito fora tão voraz que desnorteou alguns mortos vivos, a moto seguiu em direção dos inimigos, o choque das batidas desequilibrava o motoqueiro, mas não o suficiente para derrubar-lo, alguns ele acertava com o galho, outros, simplesmente passava por cima. O som de ossos quebrando o inspirava a correr cada vez mais. Cabeças esmagadas, braços arrancados, um tapete de corpos, ou partes de corpos, se formava atrás de Periquito, assim que conseguiu abrir passagem, jogou o galho de volta ao mato, e voltou a 140km/h pela rua livre.

Seu corpo começava a esfriar, aos poucos foi diminuindo a velocidade da moto, o coração batendo forte incomodava-o, não passara 2 horas longe de casa mas seu cansaço aparentava o de alguém que tivesse acabado uma maratona. O sol brilhava forte, haviam poucas nuvens no céu, mas as que ali estavam era brancas como algodão. Só pensava em voltar pra casa, tomar um banho e deitar. Dormir o máximo possível, e preparar-se de corpo e mente para qualquer dificuldade.

28 de abr. de 2009

A procura do post perfeito

Como poucos sabem, eu sou uma nova membra. Devido a minha pequena participação nos calçaderos, entrei nessa bagaça. (eu acho xD )
A questão é que, desde então, procuro algo interessante para apresentar. A primeira impressão, no caso post, é que conta. Depois posso citar coisas como "There's no God. Do you hear me? No God... " ou "I hate you too. You're not the only one with issues" ou ainda "Aaaaahh!! I hurt myself to feel .. alive... " (frases normalmente ditas por betinho).
Mas, sem muitas prolongações, andando pelo youtube... Encontrei o manual de Pedro!! yeah yeah... encontrei os métodos utilizados, a fonte de onde ele "aprendeu" a tocar violão. xDDD

21 de abr. de 2009

Descobertas - IV - Jogos e sistemas

Dexter estava quase acordado, já conseguia ouvir a sua própria respiração o que era claramente um sinal de estar desperto, apenas não havia aberto seus olhos ainda. De olhos fechados ficou pensando no dia de ontem, e lembrou das coisas estranhas que aconteceram. “Seria aquilo tudo um sonho?” era o que se perguntava ininterruptamente. Ficou pensando em ligar a televisão para ajudar a acordar e já ver se estava passando o jornal da manhã. A TV ligou, e já vieram as vozes da âncora do Bom Dia RO.

— Chuva é causa de mortes e acidentes em toda capital. A chuva de ontem na cidade de Porto Velho, juntamente de um misterioso tremor, é motivo de curiosidade entre os cidadãos da cidade — Logo a imagem da tela vai para uma senhora que foi entrevistada ontem à tarde.

— Nóis só se lembra duma luz, e depois um barulho tipo isprosão, aí o chão começou a tremer e a chuva forte forte. A água tava subino rápido e eu tive que saí de casa. Ah minha filha, tadinha — e a senhora começava a chorar — como nóis vai fazê agora? A minha filha foi levada pela correnteza, a água tava muito forte, nem deu pra ver direito, tava escuro, ai minha filha, minha casa! E agora meu Deus, o que eu vô fazê?

Alberto abriu os olhos, meio que espantado com o fato de a TV estar ligada, e também com o que o noticiário informava. Então não foi um sonho, ontem realmente existiu, e ele realmente tinha algum tipo de poder. Ele sentia uma força correr pelo seu corpo. Pensou em mudar de canal, algo que o trouxesse mais conforto, e logo a TV mudou para o 8. Passava Tom e Jerry. Alberto aproveitou e se levantou, começou então a se arrumar, o dia estava começando um pouco mais feliz. Dessa vez ele sabia com certeza que fora ele quem mudou o canal. Assim que saiu do quarto pensou em desligar a TV e assim ocorreu. O café da manha foi o suficiente para ele, comeu um pão com queijo e isso só levou 47 minutos. Um recorde pessoal. Pensou no que faria essa manhã, afinal acordara cedo, mais do que o normal.
Foi para a sala e olhou para a TV, automaticamente ela ligou. Olhou pro seu Wii e este também ligou. “Jogar sem um controle?”. Sentou-se no sofá, e sentiu-se em perfeita sintonia com o sistema, parte dele via as coisas como todos nós vemos, outra parte dele via tudo em códigos binários. Lembrou-se imediatamente do filme “Matrix”, quando Neo morre e revive vendo tudo em códigos da matrix, com essa leve diferença de ver tudo como zero e um.

Logo entrou no jogo “u r mr gay”, começou a pensar em todas as jogadas, imaginava um pulo e o personagem fazia o pulo. Era como se ele fosse o controle, de tudo. Começou a testar os diferentes jogos, em todos ele conseguia controlar o personagem com extrema habilidade, conseguia perceber todos os movimentos possíveis do personagem. Não conseguia decifrar com exatidão todo o código, até porque isso acabava sendo muito mais inconsciente. Era como se de repente ele soubesse o que fazer, mas não entendia como sabia o que fazer. Sonic, Metroid, Resident Evil, Zelda... Todos os jogos ele conseguia fazer o que quisesse além de saber todas as passagens secretas e códigos de cheats. Foi tudo muito empolgante, saber que os jogos ficariam cada vez mais divertidos.

Numa vontade imensa de passar a manhã toda jogando, pegou também o seu PS2, logo colocou o jogo do naruto. Dessa vez ele era o personagem, no mundo real estava em transe, enquanto no virtual ele era o naruto, ao menos era como se sentia. Selecionou os personagens da luta e logo o combate começou. Estava realmente dentro do jogo, sabia disso. Quando Sakura deu-lhe um soco. “Ai”. Agora ele sabia como doía um golpe de vídeo-game. Mas ele não era o mero dexter, ele tinha poderes, podia fazer tudo que sabia sobre Naruto, clones das sombras aparentavam ser o mais fácil. Com um pulo duplo logo chegou na sua rival, uma sequencia de golpes e ainda completara com um especial. Agora não era mais uma questão de apertar X, ∆, O, □, mas simplesmente de lutar. Por sorte nada ali dependia de seus dotes físicos, mas apenas da capacidade de sua mente decifrar os códigos, permitindo-o a fazer os movimentos.

Sabia a partir daquele momento que poderia ganhar em qualquer jogo. Assim que saiu do transe, sentiu seu rosto doer, de seu nariz saia sangue. O soco de Sakura havia sido tão real quanto o de um lutador profissional, aquilo realmente doera. Alberto deveria ter certeza de que ganharia antes de entrar num jogo. Controlar já era diferente, ele apenas pensava nas combinações e se algo acontecesse com o personagem, Dex sairia ileso. Da próxima vez não daria tempo para o inimigo acertá-lo, lutaria com tudo o que tem. Só precisava praticar mais um pouco.

Foi ao banheiro e cuspiu sangue na pia, olhou no espelho e percebeu que um roxo se formava na sua face. Sentiu-se cansado e tonto. O dia ainda estava no começo para alguns e para ele aparentava que não dormia a dias. Exigira muito de sua mente nas últimas horas, bebeu um copo d’água e voltou pra cama. Na sua cabeça os códigos não paravam de aparecer, todos os aparelhos eletrônicos pareciam chamar-lhe. Estava deitado, colocando o travesseiro na cara para ver se conseguia um pouco de sossego. O computador ligou, a TV parecia estar em 5 canais ao mesmo tempo, o ar-condicionado esfriava mais que uma nevasca no Alasca, inclusive seu ventilador que estava fora da tomada começou a ventilar na maior velocidade.

Alberto então gritou — Chega! — e tudo se desligou. Sua mãe veio para o quarto, assustada com o grito do filho.

— Que isso Alberto? Ta tendo pesadelo agora?
— Quem me dera mãe, eu tô é ficando louco mesmo.
— Tanto vídeo-game não deve fazer bem, vai estudar então, ou ler um livro filho. Mas espero que esteja tudo bem, nada de se estressar a toa viu.
—Ta bom mãe, obrigado.

Sim, livros poderiam ser a solução, nada de chips, ou de sistemas eletrônicos para incomodar-lhe. Logo lembrou-se da resenha que tinha que fazer para a aula de hoje a noite, e foi ler seu texto. Sentou-se longe das máquinas, na varanda parecia ser um lugar calmo o suficiente. Com sua mente presa no texto conseguiu finalmente concentrar-se em outra coisa. Algo que não queria era ficar louco, “já basta o Periquito de louco no grupo”, Alberto sorriu e voltou a estudar.

18 de abr. de 2009

Lego Wii

Salve salve pessoal, oh eu aqui denovo. Pois é o lance é o seguinte, vo da sequencia aqui com mais um video nerd, ja que o ultimo todo mundo ja tinha visto, pelo que parece... E vo aproveita pra testar uma formatação diferente para os videos do youtube. O titulo do post dispensa mais comentarios, então vamos nessa.

11 de abr. de 2009

The Big Bang Theory

Pois é seguindo a linha de videos nerds do youtube que o periquito começo otro dia, trago hoje uma cena de um seriado que venho assistindo ultimamente chamado: The Big Bang Theory. É um sitcom muito engraçado, que eu recomendo pra quem ainda não viu.

26 de mar. de 2009

jizz

isso é simplesmente hilário, não pude deixar de compartilhar com a galera calçadera.. Continuação da história sem previsão ainda galera!! enquanto isso curtam o vídeo!

17 de fev. de 2009

Descobertas - III

Apesar de o sol ainda aquecer bem a todos, o dia já dava sinais de estar acabando. Aquela bela coloração no horizonte, um tom alaranjado que fazia as pessoas mais sensíveis derramarem lagrimas. Afinal, depois de um dia desses e com um por do sol daqueles, o que as pessoas queriam era paz, e era justamente o que elas tinham naquele momento.

Uma pena que não podemos dizer que todos estavam em paz, pois no parque do conjunto Santo Antônio haviam muitas discussões. Pessoas sem entender a razão do acidente cansadas, outros reclamando que não tinham seguro e alguns amigos que resgataram a todos e só queriam saber de resolver aquela situação o quanto antes e voltar pra casa, bater um papo, relaxar.

Paulo observava a testa de Alberto, apesar de ser um simples hematoma, o ferimento latejava, o que incomodava muito a Dexter. Assim que o Gordo tocou na testa do amigo, Alberto sentiu uma paz interna tão intensa, que parecia que naquele local não havia discussão nenhuma, no mundo não haviam mais guerras e as doenças todas não mais existiam. A cura foi uma sensação muito intensa.

Aldo, que acabara de chegar, estava sendo inteirado dos acontecimentos, ninguém entendia nada direito. O garoto nervoso ao lado dos pais, Luis assustado com visões de um velho, Brenno com sua camisa rasgada e Paulo regenerando o ferimento de todos. Quanto a camisa rasgada de Brenno, isso aconteceu quando ele retirava o garoto de dentro do carro, as ferragens do carro fizeram um rasgo tão grande em sua blusa que ficou difícil acreditar que o Rambo não tinha sofrido nenhum arranhão. Outra pessoa que foi surpreendente observar que não tinha um arranhão sequer foi o menino, afinal um acidente daqueles, que fez um ônibus tombar, deveria ter pelo menos feito o garoto morder a língua.

— Então, alguém pode explicar como foi o acidente? — Pedro perguntava aos recuperados.
— Eu só lembro de um barulho agudo, eu não agüentei e perdi o controle do ônibus.
— Ei, é mesmo eu também lembro disso. Parecia uma criança gritando. — Assim que a passageira do ônibus disse isso todos olharam por cima do ombro para o garoto.
— Ta certo pessoal, já ta ficando escuro, a gente já fez tudo o que tinha que fazer, agora se vocês nos dão licença nos estamos indo embora. — Periquito já estava impaciente, tudo o que queria era ir pra vila Santo Antônio mas naquela hora já era tarde. — Até porque vocês ainda tem muito a discutir e façam o favor de chamarem a policia, pra averiguar toda a situação. Vamos nessa galera?
Certo de que todos também estavam cansados, Pedro sugeriu um lanchonete, comer um sanduíche na certa iria ajudar a repor um pouco as energias.

— Pô, ainda bem que a gente foi embora, já fizemos mais do que os bombeiros poderiam fazer e depois ainda ficar lá bancando o detetive! Aff.
— Ainda bem mesmo em Suíço. E aê Aldo, aconteceu algo de estranho com você também? — Perguntou Luana.
— Ah sei lá, mas eu acho que fui eu que parei a chuva. — Logo quando Aldo falou isso Periquito cuspiu a coca que tava tomando, de tão cômico que foi ouvir aquilo.
— Hahahaha, como é que é? Você parou aquela chuva dos infernos?
— Ô Periquito, eu disse eu acho! E também acho isso estranho, assim como acho estranho aparecer um raio de luz na minha casa antes da casa de todo mundo!
Paulo com uma cara pensativa logo completou — Pera aí, mas pensando bem, a gente começou a ver o sol lá para o lado Sul da cidade. O Cabeçudo mora na área Sul, não mora?
— Pior que é mesmo, e se o Brenno não leva nenhum arranhão, a Luana derruba coisas quando abre o olho, por que o Aldo não pode acabar com a chuva? Desculpem a minha ignorância viu galera! — Pedro falou com uma cara de desgosto por si.
— Relax Periquito, ta tudo difícil de acreditar mesmo — Dexter tentou consolar o amigo — Mas pelo visto hoje já não dá de ir lá pra cachoeira do Teotônio, que vocês acham de irmos amanha?
— Po nem vai dá pra mim ó galera, tenho aula. Vou dissecar uns corpos. Hehehehe
— Beleza então Gordo, se não quer ir, não precisa. — Brenno falou já terminando seu bombado, esses sanduíches grandes que você nem sabe mais o que colocar dentro.
— Aí, bora pra onde depois daqui? — Perguntou Periquito.
— Sei lá, acho melhor ir cada um pra casa, não tem nada mais pra fazer hoje mesmo! — Voltou a dizer Brenno — Vamos dormir, descansar um pouco, vê como estará tudo amanhã, aí a gente pode se reunir e decidir se vamos ou não amanhã para o Santo Antônio.
— Beleza, acho uma boa mesmo! — Foi o que quase todos falaram, afinal todos estavam muito cansados, depois de tanto estresse salvando os outros.

Mais tarde todos em suas respectivas casas, o único que não estava contente em fazer nada era Pedro, ele ainda não havia descoberto seus poderes, isto é, se é que ele tinha poderes, e estava realmente inquieto com relação a St. Antônio. Mas, ainda assim foi dormir, indo direto para o maravilhoso mundo dos sonhos, aquele mundo que ele não controla, mas tudo é possível.

Em seu sonho haviam vários amigos, que ele não reconhecia direito, mas muitos deles tinham equipamentos especiais ou mágicos, varas retráteis, arcos e flechas com um cabo que te puxa direto para onde a flecha acertou, tênis que te fazem correr ou pular 10x mais que o melhor dos atletas da olimpíada. E lá estava Pedro, sem poderes, querendo saber fazer algo. Não pulava alto, cansava muito fácil quando ia correr, não tinha nenhum equipamento tecnológico mágico, estava lá no meio de todos os especiais. Ao menos havia uma coisa que ele podia fazer, ordenar os treinamentos, comandar o grupo, trabalhar em favor do grupo utilizando os poderes do grupo. Acordou.

— Uhn — Abriu os olhos cansados sem perceber direito que estava no conforto do seu quarto. — Ah não, cinco e meia da manhã? Tenha paciência, aff, por favor. — E logo levantou-se e seguiu para fora de seu quarto.
Em sua cabeça passavam muitos pensamentos, como o que fazer agora que já não conseguia mais dormir? Aproveitou o momento e comeu um sucrilhos como sempre o faz de manhã, se arrumou, deixou um recado na mesa da sala pegou seu capacete e saiu de casa. No recado dizia para sua mãe: Não se preocupe, volto para o almoço. Beijos, te amo.

Já eram seis horas quando ele saiu do prédio e seguiu para o lugar que ele estava querendo ir desde ontem, averiguar a situação, aproveitava a falta de trânsito para acelerar na moto, e pilotava com muito gosto. O sol nascendo logo atrás dele aquecia seu espírito de aventureiro. Nesse dia já haviam algumas nuvens no céu, mas ainda podia dizer que o dia estava tão bonito quanto o final de tarde de ontem.